Alberto Costa/Cambridge English
Alberto Costa/Cambridge English

Professor Hi-Tech demanda formação

Mais do que dominar tecnologias usadas por alunos, profissionais devem estar aptos a apresentar novidades

Tulio Kruse, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 03h00

Dos aplicativos de celular à realidade virtual, o domínio da tecnologia deve ocupar espaço cada vez maior na formação de professores. Segundo especialistas e diretores de colégios, novas competências têm sido incorporadas à prática dos profissionais com rapidez e devem passar de diferenciais a exigências para quem ensina língua inglesa.

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Entre as novas ferramentas estão apresentações interativas, formulários virtuais de avaliação e programas que permitem o uso do celular para exercícios de reconhecimento de voz. Exercícios que antes eram feitos com lápis e papel hoje podem ser aplicados a distância, com programas para smartphones. 

“Sites ou aplicativos ficam na moda por um tempo e desaparecem quando chega outra coisa melhor”, diz Alberto Costa, coordenador da Cambridge English, que faz avaliação de proficiência em inglês e preparo de professores. “Quando se fala em desenvolver competências, isso significa realmente dar ao professor ferramentas para poder usar o que existe de maneira criativa e, ao mesmo tempo, com propósito pedagógico.” 

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Para o coordenador da área de Inglês do Colégio Lourenço Castanho, Roberto Vicente, os professores não devem apenas se adaptar às novidades tecnológicas que fazem sucesso entre os alunos, mas também apresentar novidades.

“É quase uma consequência inevitável que nós fiquemos atentos às tecnologias que fazem parte da vida dos alunos”, diz o coordenador. “Buscamos também nos apropriar de coisas que os alunos não conhecem para também apresentar a eles e mostrar caminhos interessantes, tentar estimular a criatividade.” 

Treinamento

Especializada em certificados de proficiência, a Cambridge English mantém um site que reúne cursos gratuitos e um recurso de autoavaliação para professores, que mostra quais competências são mais deficientes. A instituição também promove encontros para treinar os profissionais.

“O professor precisa saber qual é o ponto de partida dele” diz Costa. “O primeiro passo é a autoavaliação.”

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