Barbara Bratke/Divulgação
Barbara Bratke/Divulgação

XI de Agosto terá clube e teatro no Ibirapuera

C.A. do Direito-USPanuncia nesta 4ª como será captação de recursos para construção de complexo ao lado do parque

Carolina Stanisci, Estadão.edu

10 Agosto 2011 | 15h50

Será lançada na noite desta quarta-feira na Faculdade de Direito do Largo São Francisco a fase de captação de recursos para concretizar o "Clube das Arcadas". Anunciado inicialmente como espaço para prática esportiva de alunos, o complexo não vai ter apenas quadras e piscinas. Um teatro com 480 lugares e um estacionamento com 900 vagas devem ser erguidos no terreno de quase 20 mil metros quadrados entre as Avenidas Pedro Alvares Cabral e Doutor Dante Pazzanese, no Ibirapuera, zona sul.

A apresentação para ex-alunos, funcionários e convidados, em um coquetel, será para apresentar como será o esquema da captação da construção. O projeto já conta com aprovação da Lei de Incentivo ao Esporte e pode captar cerca de R$ 13 milhões - apenas para as obras esportivas. O teatro e o estacionamento serão construídos com doações da comunidade acadêmica e outros interessados. O custo total é estimado em R$ 40 milhões, somando o teatro e a parte esportiva. O estacionamento não está incluído nessa conta.

Idealizado em conjunto pelo XI de Agosto, centro acadêmico mais tradicional do País, pela Associação dos Antigos Alunos da faculdade e pela Associação Atlética da unidade, com o auxílio jurídico do escritório Pinheiro Neto e da empresa de gestão de projetos culturais Alux Cultural, o Clube das Arcadas não será de uso exclusivo dos estudantes.

Fábio Rocha, advogado do Pinheiro Neto, ressalta a contrapartida social do Clube. Apesar de não ser obrigado por lei, já oferece um espaço para 120 crianças da favela de Paraisópolis treinarem rúgbi, sob a orientação do time Bandeirantes Rugby.

A ideia, conta o presidente da Associação dos Antigos Alunos, José Carlos Madia de Souza, é vender títulos do clube ao público. "Não poderemos fechar a porta. É evidente que ficará aberto", diz Madia. "O terreno tem localização extraordinária e teremos uma série de utilizações."

"A ideia era viabilibar o projeto do clube e também fornecer outras atividades, não só esportivas, mas também culturais", explica Pedro Gabriel, diretor do C.A.

O fato de ser vizinho às futuras instalações do MAC-USP não atrapalha a viabilização do projeto, diz Madia. Segundo o presidente da associação dos antigos alunos, o público se beneficiará com a chegada de mais um aparelho cultural.

PRESENTE PARA A CIDADE

"Vejo como um presente da São Francisco para a cidade", afirma a arquiteta Bárbara Bratke, sócia da BRK.FCA Arquitetura que ganhou um concurso em 2005 para projetar o complexo. Como a área do entorno do Ibirapuera é tombada, a construção mais alta - o ginásio - terá nove metros de altura.

"O primeiro projeto era mais pensando no 'churrasco dos alunos', mas isso não paga a obra. Então, para a gente se adequar à captação, tivemos que fazer um projeto mais sofisticado", explica a arquiteta.

A sofisticação incluiu, além do ginásio de esportes, quadra de tênis e uma piscina semiolímpica externas, um teatro e o estacionamento. O teatro foi uma demanda que apareceu somente este ano, conta Bárbara. Em sua cobertura está prevista a construção de um bar.

Na fachada lateral do prédio do teatro, a arquiteta colocou os nomes de ex-alunos célebres na fachada lateral, como Monteiro Lobato e Olavo Bilac, que depois serão trocados por nomes de doadores de verba para o teatro.

No ano passado, salas com placa de doadores foram alvo de uma polêmica acirrada dentro da São Francisco. No entanto, os envolvidos no Clube das Arcadas não acham que a celeuma vai se repetir.

"Uma coisa é dinheiro que pode interferir nas atividades acadêmicas, outra é a captação feita por entidades privadas fora da universidade", diz Pedro Gabriel, do C.A.

Madia também acha que o Clube das Arcadas não vai sofrer represálias. "No conselho do clube há ex-presidentes de outros partidos, outras gestões do Centro Acadêmico."

CENTRO COMERCIAL

No local onde será construído o clube já havia um campo de futebol e, em um pequeno espaço, um comerciante trabalhava. Em contrato assinado no início do ano, o XI de Agosto determinou que o comerciante deverá arcar com os custos do centro comercial, também projetado pelo escritório BRK.FCA Arquitetura. Uma das cláusulas do contrato proíbe a sublocação para lojas de produtos "eróticos".

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