'Violência acaba se universidade for responsável pela recepção'

Coordenador do Grupo Pró-Calouro da USP se preocupa com consumo de álcool

Luciana Alvarez, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2010 | 10h57

Há sete anos como coordenador do Grupo Pró-Calouro da USP, o professor Oswaldo Crivello diz que o consumo de álcool é hoje sua maior preocupação.   Trote ainda é sinônimo de violência e intimidação? Não necessariamente. Ainda são vistas imagens assustadoras. Mas isso vem de uma minoria. Infelizmente, a minoria acaba denegrindo o nome de toda uma instituição.   O trote é um ritual importante? A entrada em uma faculdade é um momento de alegria e deve ser celebrado da mesma forma, com alegria. Ninguém pode ser obrigado a passar por nenhum constrangimento.   É possível acabar com a violência na recepção de calouros? Sim, se as instituições se responsabilizarem pelo que acontece. Não se pode deixar a recepção nas mãos dos veteranos. É preciso que haja uma orientação clara do que pode e o que não pode ser feito, além de uma supervisão efetiva.   A USP está conseguido acabar com os casos de violência? Como? Um instrumento precioso é o disque-denúncia. Percebemos que, apesar de continuarmos recebendo ligações, a natureza dos episódios é mais leve do que antes.   Qual é sua principal preocupação hoje com os trotes? A grande preocupação é o álcool. Existe uma portaria que proíbe bebidas alcoólicas, mas ainda assim muitos estudantes não veem o perigo dessa situação.

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