Videoaulas não vão revolucionar a educação

'O foco está no aprendizado e não no ensino', diz fundador de Descomplica

Portal Porvir,

25 Outubro 2012 | 12h09

As videoaulas não vão revolucionar a educação, não vão discutir mudanças no currículo ou o papel da escola no mundo moderno, mas elas podem sim ajudar a resolver um problema imediato melhorando a qualidade das aulas que chegam até os alunos. Não é preciso esperar 15 anos para isso, elas podem ajudar milhões de estudantes que, nos próximos dias 3 e 4 de novembro, farão o Enem.

Marco Fishben, fundador do Descomplica – iniciativa que oferece videoaula com o conteúdo do ensino médio – levanta uma discussão sobre o alvoroço atual em torno das inovações educacionais. Para ele, a grande questão das videoaulas está na mudança de foco. No lugar de se preocupar se o professor está ensinando mais, elas levam a discussão para o fato de saber se o aluno está aprendendo mais. “Nós não vamos revolucionar a educação, vamos revolucionar a vida dos alunos. O foco está no aprendizado e não no ensino. Queremos saber se aluno está ou não aprendendo”, afirma Fishben durante evento sobre educação e tecnologia promovido pelo Porvir e pela Fundação Telefônica na terceira edição da Série de Diálogos O Futuro se Aprende.

Para ele, os novos projetos que visam melhorar a educação são muito focados em ferramentas tecnológicas, quando na verdade é necessário construir um sistema tecnológico facilitador de aprendizagem. Não basta gravar um vídeo, produzir uma nova ferramenta, o mais importante é saber como e por meio de qual canal esse novo conteúdo deve atuar. “Onde o aluno está? Em qual ambiente virtual? Então vamos fazer com que esse ambiente virtual seja o melhor possível para entregar esse conteúdo educacional”, diz.

Com 2500 vídeos disponíveis e a meta de alcançar os 10 mil, o Descomplica já atingiu 470 mil alunos. Mais de 100 mil foram aprovados via Enem ou Prouni. “Com esse tipo de trabalho, nós não precisamos de 15 anos, mas sim de 15 meses para gerar muito impacto”.

 

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