Vice-diretor da faculdade de Direito da USP pede afastamento

Sindicância vai investigar atitude de Casella, que teria tentato reviogar ordem de remoção de livros

Carlos Lordelo, Estadão.edu

14 de maio de 2010 | 19h54

Alvo de sindicância, o vice-diretor da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Borba Casella, pediu nesta sexta-feira afastamento do cargo por um período de 30 dias. Enquanto isso, uma comissão formada por professores vai investigar se ele tentou revogar ordem de transferência dos livros da biblioteca do edifício anexo, na Rua Senador Feijó, para o prédio histórico, no Largo São Francisco, contrariando decisão judicial e ordem do diretor da unidade, Antonio Magalhães Gomes.

 

 

Para protestar, os estudantes se negam a assistir aulas desde quarta-feira, mas retornam às atividades na segunda. "Talvez ele esteja querendo ganhar tempo. Vamos continuar indo atrás de sua renúncia", diz Marcelo Thilvarquer, aluno do 3º ano e diretor do Centro Acadêmico XI de Agosto. A sindicância deve ser instalada na próxima reunião da Congregação, instância máxima da faculdade, marcada para o dia 27 de maio.

 

A decisão sobre a sindicância foi tomada ontem, em reunião da Congregação. Casella deixou a sala protegido por outros professores. Na porta, cerca de cem estudantes gritavam palavras de ordem e pediam seu afastamento.

 

Na sexta-feira passada, Casella teria ameaçado funcionários para evitar a remoção, contrariando o diretor, Antonio Magalhães Filho, e uma decisão judicial. Professores afirmam que Casella é ligado ao ex-diretor, João Grandino Rodas, responsável pela mudança do acervo para o prédio anexo, na Rua Senador Feijó - e que estaria pressionando pela mundança.

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