Vestibular da Unifesp acaba neste sábado

A abstenção no vestibular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chegou a 13,8% nesta sexta-feira, segundo dia de prova. Dos 14.259 inscritos, 1.970 já desistiram de fazer o exame. Quem continuou, teve de responder a 35 questões de múltipla escolha de português e 15 de inglês, além de fazer uma redação. As duas primeiras juntas valem 50 pontos, e a redação outros 50.O vestibular da Unifesp, elaborado pela Fundação para o Vestibular da Unesp (Vunesp), oferece vagas para os cursos de Medicina - o mais concorrido, com 88,7 candidatos por vaga -, Ciências Biológicas, modalidade médica (62,8), Enfermagem (20), Fonoaudiologia (18,4) e Tecnologia Oftálmica (11,4).A prova deste sábado, que encerra o vestibular, será a de conhecimentos específicos, composta de 25 questões discursivas, sendo sete de biologia, seis de química, seis de física e seis de matemática. Como essas disciplinas são mais ligadas à área de atuação da Unifesp, a prova de hoje tem peso 2. As anteriores tinham peso 1.As provas desta sexta foram consideradas, no geral, bem feitas pelos professores de cursinhos. Para Cristina Armaganijan, do Objetivo, a prova de inglês foi bem elaborada. "Foi dada ênfase à interpretação de textos, como é a tendência dos vestibulares de hoje", disse. "O que se quis foi testar a capacidade dos candidatos de entenderem um texto em inglês."Para isso, eles tiveram de ler dois textos e responder perguntas, algumas em inglês e outras em português. No caso da prova de redação, a professora Maria Aparecida Custódio avaliou que o tema foi bem escolhido. Os alunos tiveram que dissertar, a partir de dois textos dados, sobre a realidade do ser e do parecer no Brasil."Os alunos devem ter gostado", disse. "A supervalorização do corpo e a idéia de que a aparência é o passaporte para a inclusão e aceitação social é bem atual no País."A professora Elizabeth de Melo Massaranduba, também do Objetivo, não demonstrou o mesmo entusiasmo pela prova de Português. "Ela foi bem elaborada e avaliou os aspectos da língua, mas foi muito longa", avaliou. "Foi um teste cansativo. Se queriam avaliar o conhecimento lingüístico dos candidatos não sei se atingiram o objetivo. A certa altura os alunos devem ter perdido a capacidade de raciocínio."

Agencia Estado,

20 de dezembro de 2002 | 23h40

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