JF Dorio
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Vestibular da Unicamp fica mais difícil no 2º dia da fase final, dizem professores

Segundo especialistas, História e Matemática exigiram mais dos alunos; interdisciplinaridade quase não apareceu

Guilherme Soares Dias e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

12 Janeiro 2015 | 18h51

SÃO PAULO - O segundo dia de provas da etapa final do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), feito nesta segunda-feira, 12, foi mais difícil que o primeiro, segundo candidatos ouvidos pelo Estado. Os candidatos enfrentaram testes de História e Matemática, consideradas disciplinas mais complicadas, e Geografia.

"Hoje (segunda-feira) foi uma prova com cara de segunda fase. Para selecionar mesmo", avalia Celio Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante. "A prova era muito atual, nos casos de História e Geografia, com questões sobre movimentos sociais e ocupações, por exemplo", diz. "Matemática foi trabalhosa, mas não tanto quanto a Fuvest (exame de ingresso na Universidade de São Paulo), completa. 

Nas questões de Matemática, de acordo com Tasinafo, faltou aplicação prática dos conceitos. "O vestibular da Unicamp é um contraponto a outras provas, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que sempre tem uma preocupação em contextualizar", acrescenta. Perguntas interdisciplinares praticamente não apareceram na prova.

Já para Edmilson Motta, do cursinho Etapa, o teste de Matemática estava menos complicado do que o tradicional. "Não caíram temas considerados difíceis, com análise combinatória e trigonometria", afirma. "Geografia foi mais simples. A prova mais puxada de hoje foi História, que cobrou vários períodos, como a Antiguidade Clássica, que deve ter surpreendido muitos alunos", destaca. A prova trouxe duas questões de Sociologia, mas nenhuma de Filosofia.

Direto ao ponto. A coordenadora do curso e colégio Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, classificou a prova como de média dificuldade. Ela acredita que, ao contrário de anos anteriores, a prova foi mais objetiva, possibilitando que os vestibulandos resolvessem todas as questões em tempo. “Continuou objetiva, mas foi mais direta. Tinha muita conceito, pedia definições”, considera. 

Dessa forma, ela afirma que a prova é mais clássica, sem interdisciplinariedade, diferentemente de Fuvest e Enem. “Dependia de ler e da habilidade de redação do aluno, já que era mais conceitual”, diz. A prova também trazia imagens e textos de apoio, características da Unicamp. “Foi uma prova parecida com as anteriores, sem surpresas”, afirma.

Nesta terça-feira, 13, quase 14 mil candidatos fazem o último dia de maratonas da fase final do vestibular. Os testes serão de Física, Química e Biologia. A lista de aprovados deve ser divulgada em 2 de fevereiro. 

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