Vestibular da Unicamp 2016 teve dificuldade 'média'

Mais de 71 mil candidatos fizeram a prova de primeira fase neste domingo, 21; Eles concorrem a 3.320 vagas

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2015 | 21h33

Mais de 71 mil candidatos fizeram na tarde deste domingo, dia 21, a prova da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A prova foi considerada bem formulada e de complexidade média para professores consultados pela reportagem.

Do total de inscritos, 8,2% não compareceram à prova - no ano passado, esse índice foi de 8%. A organização do vestibular divulga o gabarito na próxima terça-feira, dia 24, às 17 horas.

Os candidatos fizeram hoje 90 questões de múltipla escolha das disciplinas do ensino médio. Eles concorrem a 3.320 vagas em 70 cursos de graduação da Unicamp.

Uma das diferenças da prova de seleção da estadual de Campinas é que as questões contam com apenas quatro alternativas, e não cinco, como na maioria dos vestibulares. A prova trouxe questões atuais, como o tema da imigração de refugiados sírios. Os participantes também tiveram de responder perguntas sobre os livros que compõem a relação de leitura obrigatória.

Para o coordenador do geral do Etapa, Edmilson Motta, a abrangência de temas pedidos, com conteúdos não muito exigidos nas provas, aumentou a complexidade da prova. "A dificuldade das questões não foi muito alta, mas essa abrangência temática pode ser uma dificuldade para o participante", diz ele, citando questões sobre a origem da vida e história das américas - temas mais raros nos exames. "Como há menos alternativas para o aluno ler, a Unicamp pôde abordar textos maiores nas questões. E essa leitura em muitas questões era fundamental", diz o professor.

Motta avalia que a prova de geografia foi bastante "conceitual", com uma dificuldade superior ao restante do vestibular. "O candidato precisava investir um tempo de leitura e análise para cada questão", diz ele, que ainda chama a atenção para os itens interdisciplinares. "A Unicamp veio com uma pequena novidade ao fazer uma questão interdisciplinar de química e inglês", completa. 

Segundo a coordenadora do Curso e Colégio Objetivo, Vera Lucia da Costa Antunes, os blocos mais difíceis para os candidatos foram o de história, química e português. Este último exatamente por causa do tamanho dos textos e da exigência dos livros da lista obrigatória.

"Os textos eram densos, e pedia que o aluno refletisse. Isso pode ter sido uma dificuldade", diz ela. "Foi uma prova que privilegiou o aluno leitor e atento, com questões, como na parte de matemática, que separam o candidato bem preparado dos 'paraquedistas'", diz Vera. A parte de física foi considerada fácil pela equipe do Objetivo, enquanto biologia apresentava "textos não muito claros".

A lista de aprovados na primeira fase será divulgada no dia 14 de dezembro. Os convocados farão a segunda fase nos dias 17, 18 e 19 de janeiro de 2016.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.