Epitácio Pessoa/AE-8/1/2012
Epitácio Pessoa/AE-8/1/2012

Vestibulandos da Fuvest fazem hoje 16 questões discursivas

Algumas questões são interdisciplinares; exame começa às 13h e termina às 17h para 31,5 mil alunos

Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

09 Janeiro 2012 | 11h36

SÃO PAULO - Os vestibulandos classificados para a 2.ª fase da Fuvest fazem nesta segunda-feira 16 questões discursivas sobre todas as matérias do ensino médio, exceto português. O exame é conhecido pela interdisciplinaridade, o que deixa alguns estudantes apreensivos.

 

Os alunos vão resolver perguntas de geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. Até ano passado, neste segundo dia de provas caíam 20 questões, mas o número foi reduzido pela USP em junho. Candidatos afirmavam ter pouco tempo (4 horas) para fazer o exame e alguns até deixavam respostas em branco.

 

Professores do Cursinho da Poli vão fazer a correção comentada do exame às 18h45, no estúdio da TV Estadão. A transmissão poderá ser acompanhada no site do Estadão.edu (estadao.com.br/educacao). É possível mandar dúvidas e perguntas aos docentes pelo Twitter, usando a hashtag #EduFuvest, ou pelo Facebook (facebook.com/estadao.edu).

 

A etapa discursiva da Fuvest começou ontem com a prova de português e redação, que teve como tema "Participação política: indispensável ou superada?". Dos 31.504 candidatos esperados, 2.568 não compareceram - abstenção de 8,15%.

 

A 2.ª fase termina amanhã, quando o aluno faz 12 questões de duas ou três disciplinas relacionada à carreira em que se inscreveu.

 

Estão em jogo 10.852 vagas nos cursos de graduação da USP e 100 na Medicina da Santa Casa.

 

Matemática

 

Segundo o professor de matemática do Objetivo Giuseppe Nobilioni, a Fuvest não costuma pedir muitas contas, embora as resoluções sejam extensas. Por isso, opina, o aluno precisa deixar claro as respostas finais das questões, além de caprichar na organização dos números pela página. “E quando uma questão é subdividida em itens, geralmente o primeiro ajuda a responder o próximo e assim por diante.”

 

Física

 

O professor de física Eduardo Figueiredo, também do Objetivo, recomenda aos estudantes que comecem pelas questões que considerem mais fáceis. Porém, mesmo nas perguntas mais difíceis, os candidatos devem tentar desenvolver parte das respostas, em vez de deixar os espaços em branco.

 

Química

 

Professores de química dizem que a banca prioriza questões sobre orgânica e cobra especialmente reações. Outros temas cotados são equilíbrio químico e estequiometria. “A alta incidência de orgânica se explica por ser um assunto que exige uma resolução mais elaborada”, afirma Saulo Theodoro, que ensina no Colégio Stockler. “A probabilidade de cair na segunda fase é ainda maior porque orgânica não foi abordada na primeira etapa.”

 

Biologia

 

O professor de biologia Luiz Carlos Bellinello, do Objetivo, diz que os exames discursivos “ainda são uma incógnita”, já que o atual modelo da Fuvest só existe há dois anos. “Não sabemos por que, por exemplo, a prova do segundo dia tem sido mais difícil que a do terceiro.” Ele sugere aos estudantes que sejam claros e diretos na resposta, “sem entrar em divagações”.

 

Ismael Andrade, do Stockler, ressalta que poderá haver questões no segundo dia de provas que inter-relacionem biologia e química. Ele chama a atenção dos alunos para temas da atualidade que podem motivas perguntas, como o novo Código Florestal, o aquecimento global e as pesquisas com células-tronco.

 

Geografia e história

 

Temas da atualidade servirão de linha condutora de questões sobre geografia e história na segunda fase da Fuvest. Da bolsa de apostas dos professores constam os acontecimentos mais marcantes de 2011, como a crise econômica na Europa e nos Estados Unidos, a Primavera Árabe e, no Brasil, a reforma do Código Florestal.

 

O supervisor de geografia do cursinho Anglo, porém, alerta os estudantes para o perfil da prova. “Os conceitos da ciência geográfica não são deixados de lado. A banca só usa assuntos atuais como pano de fundo”, diz Paulo Roberto Moraes.

 

Segundo o professor de história do Colégio Stockler Jackson Farias, a Fuvest busca analisar a postura dos candidatos perante os “grandes episódios”. “O estudante deve redigir um texto crítico e profundo, mas não enciclopédico, sobre o que lhe é solicitado.” Ele ressalta a importância de se ler atentamente os enunciados para entender os comandos, que variam entre “comparar”, “analisar” e “explicar”.

 

Inglês

 

Lúcia Helena de Souza, docente de inglês no Cursinho da Poli, diz que caem duas questões de sua matéria na etapa discursiva da Fuvest, com questões feitas em português. “O candidato deve encontrar textos que saíram em publicações britânicas ou americanas.”

 

* Atualizada às 11h50

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