Vestibulandos criticam prova da PUC-SP

Enunciados longos e questões pouco práticas foram criticados por estudantes que fizeram hoje ovestibular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Apesar de destacar que a prova no geral foi bem elaborada, os vestibulandos da PUC disseram que faltaramperguntas relacionadas ao cotidiano. "Foi um teste cansativo, com questões muito longas, pouco práticas", disse a candidata a uma vaga em enfermagem Tatiana da Cunha, de 18 anos.Mônica Pessoa, de 17, que prestou para Direito pelo segundo ano, também achou a prova cansativa. "Apesar de não ter muita novidade em relação ao ano passado, achei os testes bastante longos", afirmou. "Foi cansativo, mas eraesperado."Outra candidata a uma vaga no curso de Direito, Andréa Sayuri, também de 17, achou o nível da prova médio. "Não estava nem fácil nem difícil, mas a prova de português exigiu mais raciocínio", destacou. Para ela, não houve surpresa. "Haviaperguntas iguais a provas de outros anos", salientou.Para o estudante Eduardo Benedetti Calcabiano, de 19, que prestou o exame para direito, as questões de exatas são as mais difíceis. "E inglês também é sempre complicado", disse. Calcabiano destaca ainda a dificuldade para quem não fezcursinho pré-vestibular. "Eu prestei direto sem cursinho, por isso achei a prova mais difícil", argumentou.Candidato a uma vaga em hotelaria, Douglas Thiago de Macedo Santos, de 18 anos, também destacou as dificuldades das questões de exatas. "Física e química estavam difíceis", disse.Expectativas - Reunidos na porta da FGV para conferir o gabarito, os amigos Fernando Deprá, de 17 anos, Diego Siqueira Santos, de 18, Pedro Henrique Correa, de 18, e Rodrigo FerreiraCabral, de 19, comentavam que, apesar de ter questões fáceis em matemática, a prova de português superou as expectativas. "Foimais complicada", disse Deprá. "A redação surpreendeu", completou Cabral.A candidata Fabiana Turquetti, de 18 anos, destacou que a redação poderia ter abordado um tema mais próximo do dia-a-dia. "O tema foi meio filosófico", comentou. Ela afirmou ainda que as questões de português foram pouco relevantes. "Aprova estava difícil, mas acho que as perguntas que fizeram não são suficientes para avaliar alguém", opinou.Rafael Oliveira, de 17 anos, achou a prova fácil,principalmente a de matemática, mas ficou surpreso com o grau de dificuldade das questões de português. "Foi mais inteligente, bem elaborada."

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