Vereadores querem proibir trote com "pedágio"

Um projeto de lei de autoria dos vereadores Ednei Carreira (PL), Domingos Chavari Neto (PTB), Antônio Carlos Vaz de Almeida (PL) e Ademir Lopes Dionísio (PPS) da Câmara Municipal de Botucatu, a 225 quilômetros de São Paulo proíbe estudantes universitários a submeter os calouros aos "pedágios", onde são obrigados a pedir esmolas que, normalmente, são convertidas em bebidas para as festas de recepção comandadas pelos veteranos.O projeto amplia a lei municipal nº 3.912, de 1999, que proíbe a realização de trotes sob pressão, agressão moral e física, ou qualquer outro tipo de constrangimento que possa colocar em risco a saúde e a integridade física dos calouros. A matéria tramitou na Câmara depois que, no começo de março, surgiram denúncias de que calouros estariam sendo vítimas de trotes violentos e degradantes.As diretorias das faculdades da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Polícia civil apuraram duas denúncias. Uma delas dizia que um calouro teve a cabeça colocada dentro de um vaso sanitário onde foi dada a descarga e outra relatava uma ocorrência de coma alcoólico numa festa de república, mas as apurações tornam-se difíceis, pois tanto as vítimas quando os agressores escondem-se.O trote já é proibido nas dependências do campus da Unesp e, por isso, era promovido na rua, com as restrições que a lei estabelecia. Agora, se o projeto for sancionado pelo prefeito, restará aos estudantes apenas a realização de atividades filantrópicas e festas, mesmo assim, cercadas de todos os cuidados para evitar que se tornem casos de polícia.

Agencia Estado,

01 de abril de 2004 | 06h13

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