Veja onde fazer cursos de línguas pouco procuradas

Mandarim, árabe, coreano e grego podem ser diferencial no currículo

Bárbara Ferreira Santos e Guilherme Soares Dias/Especial para o Estado,

30 Janeiro 2014 | 01h27

As aulas livres de idiomas vão além do inglês, espanhol, francês e italiano. Idiomas orientais e de países europeus com menor fluxo de imigrantes no Brasil são opções para apaixonados por línguas e descendentes. São cursos mais difíceis de encontrar, porque o número de falantes no País é menor, mas podem ter um custo mais baixo e são um diferencial no currículo, dizem especialistas.

Mandarim

O mandarim, que no passado era estudado por empresários que queriam ampliar as relações comerciais com a China, hoje é procurado por estudantes que desejam cursar uma das universidades chinesas - cada vez mais bem colocadas nos rankings.

"Dos 2 mil alunos que temos, metade é estudante da Unesp (Universidade Estadual Paulista), que nos procuram por motivos profissionais e também acadêmicos e culturais. Outros 30% são alunos da rede pública", afirma o diretor do Instituto Confúcio na Unesp, Luís Antonio Paulino.

O mandarim é escrito com ideogramas - imagens que explicam os conceitos e objetos. Para ler um livro, o aluno precisa saber ao menos 3 mil caracteres.

Onde estudar: No Instituto Confúcio, o curso dura 4,5 anos. Aluno da rede pública não paga. É possível fazer intercâmbio na China, com bolsa do governo chinês. Informações: www.institutoconfucio.com.br

Árabe

Escrito com alfabeto semítico (figuras), a língua é totalmente diferente das de origem latina. "No primeiro semestre o aluno aprende a desenhar as letras e a pronunciar os fonemas", diz a coordenadora do curso de árabe na USP, Mona Mohamad Hawi. A USP oferece o curso desde os anos 1970. Em 2013, cerca de 60 alunos estudaram a língua.

A estudante de Relações Públicas Adrielly dos Santos, de 19 anos, gosta da cultura árabe e resolveu estudar a língua. "Comecei porque achava diferente. Não tinha referências. É algo novo, mas já consigo me comunicar." Agora, ela sonha em fazer intercâmbio para o Catar. "Vou tentar uma bolsa", conta Adrielly.

Onde estudar: Bibliaspa (www.bibliaspa.com.br), Centro Cultural Árabe (www.ccsirio.org) e USP (sce.fflch.usp.br)

Coreano

Depois de estudar japonês e se graduar no idioma, a empresária Ariane Rocha, de 25 anos, se apaixonou pela cultura e pela língua coreana. Gostou tanto que, após ir à Coreia do Sul, abriu uma loja de CDs e DVDs coreanos e hoje mantém um blog. "O coreano vê a Coreia como um país coletivo."

Onde estudar: No Centro Educacional da Coreia do Sul, da embaixada. Preço: R$ 50 o semestre.

Grego

Alfabeto diferente e gramática complexa fazem do grego uma língua difícil para iniciantes. Mas as diferenças não inibem apaixonados por línguas ou descendentes de gregos que buscam o idioma. "No início dá trabalho, mas depois de dois anos já deslancha", garante o professor de grego Vladimir Baptista.

Onde estudar: Areté (www.arete.org.br) e USP (sce.fflch.usp.br)

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