MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
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Veja o que mais cai na Fuvest em cada matéria

Saiba como se preparar na reta final para o vestibular da Universidade de São Paulo (USP)

Júlia Marques, O Estado de S. Paulo

18 Novembro 2016 | 08h00

A prova da Fuvest, caminho para uma vaga na Universidade de São Paulo (USP), é conhecida pela cobrança de conteúdo extenso. Ao Estado, professores de cursinhos compararam o vestibular da USP ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no início deste mês, indicando mudanças de estratégias de estudo que os candidatos da Fuvest podem adotar na reta final. Eles também apontaram conteúdos que são frequentes na primeira etapa, marcada para o dia 27. Veja a seguir: 

PORTUGUÊS

Segundo o coordenador de Português do Etapa, Heric José Palos, a prova da Fuvest tem clareza de intenção e de raciocínio. “As questões são bem articuladas e, normalmente, não causam dúvidas quanto ao que está sendo pedido”. Segundo ele, os exercícios “estabelecem relações entre textos cotidianos variados, verbais e não verbais, pressupõem uma base sólida dos candidatos e uma boa capacidade de reflexão”.  As cobranças de nomenclaturas gramaticais específicas, como crase e pontuação, não têm aparecido nas últimas provas. “Porém, a partir de textos, avalia-se se estes conceitos estão consolidados na formação do candidato. Além disso, há a preocupação em se cobrar as obras propostas como leituras obrigatórias, buscando seu entendimento tanto no âmbito da História da Literatura, quanto nas possíveis relações com o mundo atual”.

MATEMÁTICA

“Ao contrário das questões do Enem, as da Fuvest costumam ser mais objetivas e menos contextualizadas. Entretanto, aproximadamente 40% das questões da Fuvest 2016 tinham estrutura similar às questões do Enem, com texto-base, enunciado e cinco alternativas”, explica o professor de Matemática do Cursinho da Poli, Willian Tamashiro. “Para se preparar para a prova da Fuvest, recomendo que o candidato revise os seguintes assuntos: semelhança de triângulos, teorema de Pitágoras, teorema dos senos e cossenos e áreas de figuras planas, da geometria plana; equações de reta e de circunferência, da geometria analítica; e porcentagem, logaritmos, PA, PG, polinômios, análise combinatória e números complexos, da álgebra.”

GEOGRAFIA

Segundo a professora de Geografia do Curso Poliedro Cristina Luciana do Carmo, a grande diferença entre Enem e Fuvest é o grau de aprofundamento de cada prova. A Fuvest é mais detalhista e costuma cobrar temas como ecossistemas brasileiros, climas, bacias, urbanização e demografia. “Os grandes assuntos desse ano, que podem ter destaque na Fuvest, são: o Acordo de Paris sobre meio ambiente, a tragédia de Mariana, com ênfase no drama ambiental, a guerra civil na Síria, a situação dos refugiados no mundo e o impacto da Olimpíada no Brasil e no exterior”.

HISTÓRIA

Para o coordenador de História do Etapa, professor Thomas Wisiak, a Fuvest costuma trazer uma distribuição um pouco maior das questões ao longo do programa. “Por isso, todas as partes são importantes, embora predominem assuntos da História mais recente - Contemporânea e Brasil República”, diz. Segundo ele, em comparação com o Enem, a Fuvest pode ter questões que dependam ainda mais do domínio de conteúdo e que considerem temas da atualidade. “Uma sugestão de preparação seria estudar a cronologia, ou seja, a linha do tempo na História Geral e na História do Brasil, pois noções de contexto são fundamentais em provas com uma lista grande de exercícios sobre a disciplina”.

QUÍMICA

Para Rubens Faria, professor de Química do Cursinho da Poli, assim como no Enem, a prova da Fuvest apresenta questões inseridas em um contexto, “mas com um grau de complexidade maior no sentido de cobrança de conteúdos”.  A dica, para ele, é conhecer bem os conteúdos mais triviais, que sempre caem nas provas, como atomística e o conhecimento das interações entre as partículas das substâncias; relações mássicas no universo macroscópico; cinética química e eletroquímica. Em Química Orgânica, podem aparecer questões que envolvam algum modelo de reação com compostos orgânicos. 

FÍSICA

Para Alexandre Lopes Moreno, coordenador de Física do Etapa, as diferenças entre as provas estão diminuindo, ano após ano. Os testes se parecem na contextualização das questões, na exigência do domínio de conceitos físicos como pré-requisitos, no equilíbrio entre questões conceituais e outras que exigem algum tipo de cálculo aritmético. “A principal diferença ocorre na distribuição de assuntos cobrados nas questões destas duas provas. Como exemplo, nas últimas provas do Enem, a Ondulatória apareceu com um peso bem maior e a Eletricidade com um peso bem menor do que normalmente estes assuntos são cobrados na Fuvest. Ainda hoje as provas da Fuvest são mais próximas da real proporção dos conteúdos de Física estudados no ensino médio”.

BIOLOGIA

De acordo com o professor de Biologia do Curso Poliedro, Luis Gustavo Megiolaro, a Fuvest traz melhor distribuição das questões, tentando abordar os mais variados conteúdos da Biologia. “Temas como zoologia, evolução vegetal, fisiologia humana, embriologia e genética, por exemplo, são bem explorados. Podemos dizer que o Enem dos últimos dois anos trouxe uma prova bem conteudista, sendo um modelo com um perfil um pouco mais aproximado da Fuvest. Mesmo assim, as questões da Fuvest diferenciam-se por não serem tão diretas como as que encontramos no Enem e exigem dos candidatos uma preparação mais aprofundada dos assuntos.”

INGLÊS

Segundo o coordenador de inglês do Etapa, Tadeu Okubaro, os dois tipos de prova cobram leitura e interpretação. “O Enem privilegia diferentes tipos (tirinhas, reportagens, poemas) e a Fuvest quase só usa textos jornalísticos. Esses textos, na Fuvest, tendem a ser de temas atuais e razoavelmente próximos da realidade dos candidatos”. Recentemente, apareceram questões relacionadas aos protestos, ao mosquito da dengue e ao Uber. A Fuvest faz duas ou três perguntas sobre cada um e cobra informações mais específicas. 

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