Najara Araujo/Câmara dos Deputados
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'Vamos mostrar que a decisão talvez tenha baixa legitimidade', diz Maia sobre revogação de cotas

Antes de sair do MEC, Weintraub revogou cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação

Marlla Sabino e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2020 | 17h56

BRASÍLIA - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira que pretende resolver por meio do diálogo a revogação de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação. A portaria foi revogada pelo agora ex-ministro Abraham Weintraub.

Nesta quinta-feira, parlamentares reagiram à decisão de Weintraub e ao menos dois projetos de decretos legislativos para tornar sem efeito a revogação da portaria foram apresentados na Câmara e no Senado.

"Vamos conversar com novo ministro, dialogar com ministro da articulação política para ver se nós podemos resolver isso no diálogo, sem necessidade de aprovação de um projeto de decreto legislativo. O ideal é mostrar para o governo que essa decisão do ministro, já sabendo que ia sair, talvez tenha baixa legitimidade", disse Maia.

A portaria revogada era de maio de 2016, assinado pelo ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante, ainda na gestão de Dilma Rousseff (PT).  O texto determinava a criação de comissões nas universidades para discutir ações afirmativas. Também afirmava que o ministério acompanharia as ações propostas na portaria.

Segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), negros eram 28,9% dos pós-graduandos, apesar de representarem 52,9% da população à época.

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