USP, Unicamp e Unesp participarão de projeto para melhorar aprendizado em escolas

São 1.206 as escolas de SP com baixo desempenho que terão intervenção e atenção especial do governo

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2011 | 17h45

As 1.206 escolas de São Paulo com baixo desempenho que terão intervenção e atenção especial do governo do Estado vão contar ainda com o apoio de alunos das três universidades estaduais. Parceria com a USP, Unicamp e Unesp vai possibilitar que os alunos dessas universidades colaborem com os esforços para melhora no aprendizado nessas unidades.

 

Essas escolas são consideradas de maior vulnerabilidade, com baixo desempenho, rotatividade de professores e estão em áreas carentes. “A parceria vai possibilitar que os estudantes das três universidades estejam presente nessas unidades”, afirmou o secretário da Educação, Herman Voorwald.

 

O reitor da USP, João Grandino Rodas, explicou que os alunos estão atuando nas unidades próximas às respectivas universidades, mas que há a possibilidade de o projeto se estender para além das 1.206 escolas já selecionadas. “A iniciativa renderá frutos para todos: para as escolas e para a universidade. Com certeza vai aumentar a qualidade dos nossos alunos”, disse Rodas.

 

A priorização nesse grupo de escolas consideradas vulneráveis faz parte de um programa que tenta melhorar a educação na rede estadual. O projeto, com investimentos ainda não divulgados, foi apresentado ontem. Entre as ações, o governo vai criar um regime de dedicação integral para professores e diretores da rede de educação básica. Os docentes não poderão acumular aulas em outras escolas e, em contrapartida, receberão gratificação. A secretaria já definiu o valor, mas não divulgou.

 

O novo modelo será iniciado a partir de 2012 em 19 escolas espalhadas pelo Estado - onde haverá ampliação de carga horária, de seis para oito horas diárias, além da criação de disciplinas eletivas. Cinco unidades são da capital e o restante, do interior.

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