USP, Unesp e Unicamp adiam volta às aulas

Decisão conjunta seguiu recomendação da Secretaria de Estado da Saúde

Elida Oliveira, Especial para O Estado de S. Paulo

28 Julho 2009 | 18h55

As três universidades estaduais paulistas acataram a recomendação da Secretaria Estadual de Saúde de adiar o reinício das aulas do segundo semestre letivo para 17 de agosto. A medida é cautelar para evitar a transmissão do vírus da gripe A H1N1.   A volta às aulas na USP, Unesp e Unicamp estava prevista para o dia 3 de agosto, e para quem perdeu aulas por causa da greve, a previsão era retornar no dia 10 de agosto. Segundo a reitoria da USP, os calendários escolares serão posteriormente reformulados.   A USP comunicou também o cancelamento da quarta edição da Feira de Profissões, que seria realizada nos dias 4, 5 e 6 de agosto, no Memorial da América Latina.   As demais instituições de ensino superior estudam medidas semelhantes. "Trata-se de uma questão de saúde pública e estamos acompanhando todos os dias a evolução dos casos da gripe", diz o vice-reitor Arthur Sperandéo, Faculdade Metropolitanas Unidas (FMU), que tem 35 mil alunos matriculados em cursos de graduação e pós-graduação.     Veja também:    Siesp recomenda que particulares adiem volta às aulas    Gripe: escolas estaduais de SP adiam retorno das aulas   Cidades do ABC decidem manter retorno às aulas   Nota da Secretaria Estadual de Saúde   Nota Ministério da Saúde     Sperandéo é crítico quanto à postura do governo. "Eles deveriam ser enfáticos. Se há uma crise, a recomendação deveria ser mais incisiva." Até o momento, o Estado de São Paulo registra 27 óbitos de pacientes infectados pelo vírus influenza A.   Para a diretora da Escola de Saúde e Bem-Estar da Anhembi Morumbi, Simone Sato, o momento é de prevenção e não de alarmismos. "Temos que enfrentar o problema com responsabilidade. Em uma semana, o cenário não mudará e ainda teremos casos de gripe." Ela afirma que as cinco unidades da universidade instalaram equipamentos com álcool em gel nas entradas das unidades em dispositivos semelhantes aos de sabonetes líquidos, para a higienização das mãos.   Os bebedouros também serão equipados com copos plásticos, para minimizar o contato entre mucosas. A instituição prepara, ainda, campanhas com panfletos, cartazes e vídeos para manter os aluno, professores e funcionários se manterem informados sobre medidas de prevenção e sintomas da gripe A H1N1.     Cursinhos mantém calendário Nos cursinhos preparatórios para o vestibular e escolas de ensino médio, a aproximação dos exames é apontada como um dos motivos para manter o calendário de reinício das aulas. "As provas dos vestibulares têm data para acontecer e nós temos que cumprir com a programação", diz o diretor do sistema de ensino Anglo, Guilherme Faiguenboim.     No COC, as aulas para as turmas do ensino fundamental e médio, que deveriam começar em 3 de agosto, foram adiadas para o dia 10. Mas a medida não se aplica aos alunos do terceiro ano e cursinho. De acordo com a instituição, o motivo é o vestibular.      No cursinho Poli, voltado a cinco mil alunos em três unidades (Lapa, Itaquera e Santo Amaro), a direção informou que não irá adiar as aulas. De acordo com a instituição, haverá a distribuição de panfletos e a realização de palestras informativas sobre as diferenças entre a gripe comum e a Influenza A H1N1.     O Colégio Santa Cruz, que atende a 2,5 mil alunos do ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos, informou que o reinício das aulas continua mantido em 3 de agosto. No entanto, após a divulgação das recomendações, o colégio disse que está analisando o assunto.

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