USP se compromete a não punir quem ocupou prédio da reitoria

Para isso, alunos e funcionários devem deixar o prédio 'em ordem' até as 23h desta segunda-feira

Estadão.edu

07 Novembro 2011 | 19h16

SÃO PAULO - A USP se comprometeu a não punir os estudantes e servidores que ocuparam o prédio da reitoria. Também prometeu discutir com a comunidade acadêmica os termos do convênio que reforçou a presença da Polícia Militar no câmpus da zona oeste, assinado em setembro. A proposta, porém, depende dos manifestantes. Eles precisam entregar o edifício-sede "em ordem" até as 23h desta segunda-feira, informou a Assessoria de Imprensa da instituição.

 

A proposta de acordo foi formalizada na tarde desta segunda-feira durante encontro de representantes da reitoria com alunos e funcionários. O grupo que ocupa o prédio da administração central desde a madrugada da última quarta-feira vai discutir as condições da USP durante assembleia-geral marcada para as 20h.

 

A reunião, com cerca de três horas de duração, ocorreu no Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH).

 

A reitoria afirma que, após a desocupação do prédio, vai formar dois grupos de trabalho mistos, compostos por representantes da administração, dos estudantes e dos funcionários, visando a "aprimorar" o convênio entre USP e PM e a examinar e "buscar promover a revisão conciliatória" de processos administrativos e disciplinares em curso contra alunos e servidores.

 

No sábado, durante a tentativa de negociação entre reitoria e manifestantes mediada pela Justiça, a universidade se comprometeu a não punir quem participou da audiência.

 

Os manifestantes pedem a saída da polícia do câmpus e a revogação do convênio entre USP e PM. Também pedem a retirada de processos contra alunos, funcionários e professores.

 

Reintegração de posse

 

O prazo dado pela juíza Simone Gomes Rodrigues Cassoretti, a 9.ª Vara da Fazenda Pública, para a saída pacífica da reitoria se esgota às 23h desta segunda-feira. A partir desse horário está permitido o uso de força policial.

 

No entanto, o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Batista Camilo, disse na tarde desta segunda-feira, enquanto ocorria a reunião na FFLCH, que o prazo estabelecido pela Justiça não vale mais. Segundo ele, a USP precisa notificar a Justiça sobre o possível fracasso das negociações, para que a juíza Simone Gomes estabeleça um novo horário-limite para a saída dos manifestantes do prédio.

 

Agora a universidade espera o posicionamento dos estudantes e funcionários na assembleia.

 

Atualizada às 19h50

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