Reprodução/Condephaat
Reprodução/Condephaat

USP prevê gastar R$ 11 milhões para erguer prédio administrativo no centro

Projeto de 1991 foi encomendado pela Fapesp, que vendeu área vizinha ao Copan à universidade

Cedê Silva, Especial para o Estadão.edu

30 Novembro 2011 | 20h43

A USP vai investir R$ 4 milhões para construir um prédio de 16 andares no centro de São Paulo, num terreno comprado por R$ 7,4 milhões da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O futuro prédio, na Rua da Consolação, deve abrigar escritórios da Procuradoria da USP, a sede da superintendência jurídica, e a loja central e a sede da Editora da USP. Hoje no local funciona um estacionamento.

A área do terreno, segundo a USP e a Fapesp, é de 2.394,89 metros quadrados. Na certidão de dados cadastrais do imóvel na Prefeitura, o tamanho é um pouco menor: 2.338 m². Na avaliação de Luiz Paulo Pompéia, diretor da consultoria Embraesp, o valor pago pela universidade pelo imóvel está abaixo do mercado. "Esse terreno valeria entre 9 e 12 milhões", estimou. O valor venal, dado pela Prefeitura para cobrança do IPTU, é de R$ 2,8 milhões.

O terreno, adquirido pela USP em 1º de abril deste ano, está numa "zona de centralidade polar", o que, segundo Pompéia, é uma das melhores: "Dá para fazer tudo: apartamento, escritório, etc." A ocupação máxima é de 70% e 15% da área deve garantir a permeabilidade. O futuro prédio será vizinho de fundos do Copan.

Assinado pelo escritório de arquitetura Castro Mello, o projeto do edifício foi submetido e aprovado pela Fapesp em 1991. Como o prédio nunca foi construído, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) analisou o pedido de edificação novamente nesta segunda-feira, 28, de novo com parecer favorável. Ao comprar o terreno, a USP levou o projeto no pacote, fazendo pequenas modificações, como vagas para deficientes físicos. O arquiteto Eduardo Castro Mello não quis dar entrevista.

História. Este não é o primeiro terreno adquirido na gestão do reitor João Grandino Rodas. Em março, o anúncio da compra de imóveis pela USP no Centro Empresarial, zona sul, provocou protestos de funcionários do câmpus. A universidade planejava gastar R$ 24,2 milhões na compra de imóveis para alojar servidores transferidos do câmpus do Butantã para escritórios no Centro Empresarial.

Na época, o Ministério Público Estadual recebeu representação do deputado Carlos Giannazi (PSOL) para investigar o caso.

Em julho, Rodas transferiu para um casarão na Avenida Brasil a Agência USP de Inovação, que faz a interface com empresas. Na época, a reitoria informou que o imóvel "não teve custo", porque "foi alugado pelo inquilino que a USP tem em um imóvel na Avenida Paulista onde inicialmente estava prevista a ida da Agência USP de Inovação".

Em e-mail enviado ao Estadão.edu, o reitor alegou como motivo para as aquisições a "quase exaustão do câmpus do Butantã, face ao crescimento da universidade". Para ele, "a procuradoria jurídica da USP, já há um ano sediada no centro, em prédio em comodato, aumentou sua produtividade, em parte por se encontrar próximo aos diversos fóruns judiciais situados na região". Rodas lembrou que a USP investiu R$ 73 milhões em pesquisa em 2010.

Comparando. A reforma da cobertura do prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, que em 50 anos nunca passou por uma intervenção completa, deve custar R$ 6 milhões. A entrega está prevista para 2013. 

Mais conteúdo sobre:
USP Rodas Prédio Centro

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.