JF Diorio/Estadão
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USP pede reintegração de posse do prédio da reitoria

Alunos ocupam o imóvel desde terça-feira em protesto por eleições diretas para a cúpula da instituição

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2013 | 10h40

A Universidade de São Paulo (USP) solicitou à Justiça a reintegração de posse do prédio da reitoria, ocupado por alunos desde a terça-feira, 1º, em protesto por eleições diretas para a cúpula da instituição. O pedido deve ser analisado pela 12.ª Vara da Fazenda Pública da Capital ainda nesta quinta-feira, 3.

Para deixar o edifício no câmpus Butantã, na zona oeste de São Paulo, o grupo de estudantes reivindica a anulação das decisões tomadas na terça-feira pelo Conselho Universitário (CO), instância máxima da USP, que aprovou mudanças tímidas no sistema de escolha de reitor e vice-reitor, como a redução do número de turnos e a realização de consulta informativa à comunidade acadêmica antes do processo eleitoral.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) também pede nova reunião do CO, adiamento das eleições e plebiscito sobre as propostas de mudança no sistema de escolha. O mandato do atual reitor, João Grandino Rodas, vai até 25 de janeiro de 2014.

A reunião prevista para a tarde desta terça entre 13 representantes de alunos, professores e funcionários do câmpus Leste com o reitor da universidade, João Grandino Rodas, e o diretor interino da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, foi cancelada, segundo a assessoria de imprensa da USP, “por conta da invasão do prédio da Administração Central, local onde o encontro seria realizado”. O DCE convocou para 18h desta quinta-feira, 3, uma assembleia geral para decidir os rumos da ocupação e da greve.

Prisões. Em novembro de 2011, a ocupação da reitoria da USP terminou em 73 prisões. Após oito dias dentro do prédio, a Tropa de Choque da Polícia Militar desocupou o imóvel.

O protesto dos estudantes era contrário à presença de PMs na Cidade Universitária, que iniciou patrulhamento no câmpus após convênio com a reitoria. A medida de segurança foi proposta após a morte do aluno Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, durante tentativa de assalto no estacionamento da Faculdade de Economia e Administração em maio do mesmo ano.

Em maio de 2013, a Justiça não aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual de formação de quadrilha e mais quatro crimes contra os 73 manifestantes. No processo administrativo movido pela universidade, o grupo já havia sido absolvido.

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