Sergio Castro/AE-10/2/2010
Sergio Castro/AE-10/2/2010

USP Leste pode ter cursos da Poli e da FEA

Direção da Politécnica espera aval da reitoria para decidir qual graduação será deslocada para o câmpus da zona leste; curso da FEA também pode ir para lá

Carlos Lordelo, Estadão.edu

03 Maio 2011 | 10h28

Tradicionais unidades da Universidade de São Paulo (USP), a Escola Politécnica (Poli) e a Faculdade de Administração, Economia e  Contabilidade (FEA) estão discutindo a instalação de cursos na USP Leste. A Poli deve levar para o câmpus um bacharelado em Engenharia com foco em aplicações  industriais e a FEA pretende implantar uma graduação em Administração Pública.

 

Na manhã de ontem, a direção da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), única unidade da USP Leste desde sua fundação, em 2005, enviou um comunicado  aos professores em que fala sobre a possível instalação de cursos da Poli e da FEA na USP Leste. “A EACH está localizada no câmpus denominado USP Leste, uma  extensão do câmpus Butantã, que pode abrigar mais unidades de ensino da USP”, explica a nota. “Esses novos cursos, caso venham a ser instalados, não estarão  sob a coordenação pedagógica e administrativa desta direção.”

 

No texto, a direção diz acreditar que a USP “reconhece de fato” a importância do câmpus da zona leste com a proposta de criação de “cursos tradicionais” e o  “consequente aumento de vagas”.

 

Segundo o diretor da Poli, José Roberto Cardoso, será montado um curso que já existe no câmpus do Butantã, zona oeste. “Estruturar uma nova graduação  demoraria no mínimo três anos. Agora, só dependemos do sinal verde da reitoria para decidirmos qual curso levar para a zona leste”, conta. Quando tudo estiver preparado - estrutura física e professores do ciclo básico contratados - o bacharelado passaria a oferecer as vagas para a USP Leste no vestibular da Fuvest. As turmas já existentes concluíriam o curso no Butantã.

 

Cardoso diz que os parques industriais próximos à USP Leste vão influenciar a escolha do curso que irá migrar. “É mais provável que seja Engenharia Mecânica,  Mecatrônica ou de Produção”, diz. De acordo com o professor, é uma “dádiva” criar vagas na universidade pública. “Estamos atendendo ao interesse do País em  ter engenheiros com formação de qualidade”, completa.

 

A direção EACH já discute a chegada da Poli ao câmpus há cerca de um mês. Em sua visita ao câmpus da zona leste, no dia 1º. de abril deste ano, Cardoso  afirmou que as duas faculdades tinham planos para a graduação e a pós-graduação da EACH. E acrescentou que sua visita tinha como objetivo estreitar esses  laços entre as duas unidades.

 

No caso do curso de Administração Pública, a proposta surpreendeu os professores. Isso porque a EACH já oferece uma graduação na mesma área, em Gestão  de Políticas Públicas (GPP). Os alunos de GPP também questionam o pedido da reitoria e reprovaram a  proposta.

 

O reitor da USP, João Grandino Rodas, não respondeu aos questionamentos da reportagem. Já o diretor da EACH, professor Jorge Boueri, disse ao  Jornal da Tarde que a instalação de novos cursos de outras faculdades na USP Leste é um assunto pertinente aos diretores das respectivas unidades. Ele  afirmou, ainda, que não responde pela área da universidade. / Colaborou Isis Brum, do Jornal da Tarde

 

Atualizada às 14h40

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