Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

USP inicia atividades de câmpus em Santos

Curso de Engenharia de Petróleo será o primeiro a funcionar no litoral, com 10 alunos

Carlos Lordelo, do Estadão.edu, enviado especial,

28 Fevereiro 2012 | 21h54

SANTOS - A Universidade de São Paulo inicia nesta quarta-feira, 29, as atividades de seu mais novo câmpus, em Santos. Por enquanto, apenas dez alunos vão estudar no litoral. São os calouros de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica – o curso da capital será extinto gradualmente.

 

A USP funcionará num prédio tombado no bairro de Vila Mathias, região central. O edifício, de 1900, foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo – primeiro vice-diretor da história da Poli.

 

A reportagem esteve nesta terça-feira no local. Funcionários faziam os últimos ajustes para receber os estudantes e autoridades que vão participar da cerimônia de inauguração, entre elas o prefeito João Paulo Tavares Papa (PMDB) e o reitor João Grandino Rodas.

 

A universidade ocupará o segundo piso do prédio, com um anfiteatro, seis salas e banheiros. O laboratório de informática tem um computador para cada aluno e a biblioteca, apenas uma estante, com livros de cálculo, física e química usados no ciclo básico.

 

Já trabalham no câmpus 13 servidores técnicos e administrativos e oito professores recém-contratados. Em cinco anos serão chamados mais 22 docentes e os laboratórios do curso de Petróleo mudarão para Santos. No próximo vestibular da Fuvest, o número de vagas na graduação deverá subir para 50.

 

 

Para o professor Laurindo de Salles Leal Filho, chefe do Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Poli, as oportunidades de estágio serão maiores em Santos. “A descoberta do pré-sal e a consequente instalação de empresas do setor petrolífero na cidade criam uma oportunidade ímpar para aumentar a parceria entre universidade e setor privado.”

 

A USP aguarda a formalização da transferência do prédio – que é da Secretaria Estadual de Educação – para ocupar todas as salas e realizar reformas. A prefeitura de Santos, por sua vez, deverá doar à universidade galpões próximos ao edifício. A área total do câmpus será de 30 mil metros quadrados.

 

Segundo o reitor, João Grandino Rodas, a USP já reservou R$ 100 milhões para a ampliação. Ele diz que várias unidades da capital e do interior estão interessadas em desenvolver atividades em Santos. “Este câmpus deverá ser um dos maiores da USP, não apenas em tamanho, mas também em produção científica e outros indicadores acadêmicos”, afirmou ao Estadão.edu. “O mar é a próxima fronteira da universidade.”

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