USP inaugura novo sistema de iluminação no câmpus Butantã

Uma das unidades-piloto do projeto é o estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, onde um estudante foi morto durante tentativa de assalto em 2011

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

26 Setembro 2013 | 10h39

Atualizado às 21h49.

A Universidade de São Paulo (USP) ativou nessa quarta-feira, 25, a primeira parte do novo sistema de iluminação do câmpus Butantã, na zona oeste de São Paulo. Uma das unidades-piloto para o projeto é o estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), onde o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi assassinado em maio de 2011.

Equipamentos também foram instalados no trecho entre a Praça Ramos de Azevedo até o prédio da FEA, na Avenida Professor Luciano Gualberto. Ao todo, 150 postes com 200 luminárias LED já estão em atividade, além de um sistema que permite o monitoramento remoto em tempo real.

As obras para instalação do sistema no câmpus começaram em 22 de maio. Até o fim de outubro, serão instaladas mil luminárias de LED, com prioridade maior para as áreas de grande uso noturno. A previsão é que 5,3 mil postes, com 7,2 mil luminárias, estejam em atividade até janeiro de 2014.

Segundo a universidade, obras serão iniciadas nos próximos dias nos câmpus de Ribeirão Preto e Pirassununga. Já as unidades de Bauru, Lorena, o Quadrilátero Saúde-Direito, a USP Leste e a USP Santos estão concluindo os processos licitatórios. No total, são previstos 8,4 mil postes com 13,5 mil luminárias de LED.

No escuro. Em outras unidades, porém, permanece a escuridão. Nos arredores da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, por exemplo, alunos reclamam de ruas e pontos de ônibus mal iluminados. A assessoria de imprensa da USP confirmou que houve blecautes na área. Segundo a universidade, a empresa responsável pela obra e técnicos da Prefeitura têm trabalhado para recompor os cabos que se romperam durante a escavação e evitar novos cortes de energia.

Na opinião da pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da USP Ariadne Natal, soluções de segurança dentro dos câmpus devem ser mais debatidas com alunos, professores e funcionários. "A iluminação é uma das ações. É preciso discutir com a comunidade as propostas reativas e preventivas, a partir de cada demanda". Outro problema, segundo ela, é a falta de transparência nos dados sobre segurança universitária, como as áreas mais perigosas e o número de ocorrências registradas.

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