USP faz neste domingo a 1ª experiência com avaliação seriada

Prova para aluno de 3.º ano do ensino médio vale 3% da nota na Fuvest e é voluntária

Simone Iwasso, O Estado de S. Paulo

09 de novembro de 2008 | 07h33

Cerca de 48 mil estudantes do ensino médio da rede pública farão hoje a primeira prova do Programa de Avaliação Seriada da Universidade de São Paulo (Pasusp). Dependendo de seu desempenho, eles poderão receber um bônus adicional de até 3% na nota da Fuvest em 2009 - somados a outros benefícios, esse índice pode chegar a 12%.   Veja também: Número de inscritos na Fuvest é o menor dos últimos 11 anos Fuvest divulga relação candidato-vaga do vestibular 2009   No entanto, por divergências entre o governo e a Secretaria Estadual da Educação, o programa, inicialmente previsto para ocorrer no fim de cada ano do ensino médio, começará de maneira limitada, em caráter experimental.   A prova - que é voluntária e feita mediante inscrição prévia - será aplicada hoje em 101 escolas do Estado, sendo 51 na região metropolitana da capital. Os alunos inscritos poderão checar a unidade onde farão o exame no site www.usp.br/inclusp/pasusp. A universidade alerta que os locais de prova não correspondem necessariamente à escola em que o candidato estuda no momento.   Se tiver um bom desempenho, o candidato poderá ter acréscimo de 3% na Fuvest. Somado a isso, candidatos vindos de qualquer escola pública do Brasil receberão um acréscimo de até 6% em suas notas, conforme seus resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que já dá pontos adicionais na Fuvest para todos os concorrentes. Com os outros 3% que já são dados desde 2006 para estudantes que fizeram o ensino médio na rede pública, por meio de um programa chamado Inclusp, a vantagem pode chegar a até 12%.   Lançada no primeiro semestre pela USP, a idéia do projeto era fazer uma avaliação seriada de alunos de escolas públicas. A avaliação começaria a ser feita neste ano no 3º ano do ensino médio, seria estendida em 2009 para o 2º ano, em 2010 para o 1º ano. Porém, como informou o Estado no mês passado, houve divergências entre governo e universidade.   A secretária da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro, pretendia usar o Saresp no projeto. A prova, feita pela secretaria, já avalia alunos do 3º ano há anos. A reitora da USP, Suely Vilela, teria discordado e insistido que a Fuvest elaborasse um novo exame. Por causa disso, o governo não teria dado apoio total ao programa.

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