USP faz 2º turno para eleger reitor

Cerca de 320 eleitores vão escolher três nomes entre os oito candidatos disponíveis; Governador José Serra dá a palavra final

Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo,

09 Novembro 2009 | 21h17

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) pretende impedir a realização do segundo turno da eleição para reitor na USP, marcada para hoje. O sindicato convocou uma assembleia às 10 horas, em frente à reitoria. Até as 12 horas, os funcionários pretendem decidir como vão impedir a realização do pleito. A votação está programada para às 13h30. Cerca de 320 eleitores vão escolher três nomes entre os oito candidatos disponíveis. A lista tríplice será enviada ao governador José Serra, que vai apontar quem será o reitor. No primeiro turno da eleição, os três candidatos mais votados foram Glaucius Oliva, João Grandino Rodas e Armando Corbani Ferraz, respectivamente. Segundo o Sintusp, há três representantes dos funcionários entre os eleitores do segundo turno. "É o modelo mais antidemocrático entre as universidades brasileiras", considera Magno de Carvalho, diretor de base do sindicato, que defende eleições diretas para reitor.O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP deve se unir ao protesto do Sintusp às 12 horas, mas ainda não decidiu se participará do "boicote físico" para impedir a eleição. Por enquanto, só se comprometeu com um "boicote político", com a realização de abaixo-assinados e manifestações públicas. Segundo Carvalho, movimentos sociais como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a rede de cursinhos comunitários Educafro confirmaram presença no evento, que terá churrasco a R$ 1 e refrigerante a R$ 0,50. Como o Sintusp convocou um dia de paralisação para hoje, os restaurantes universitários não deverão funcionar. Carvalho não arrisca uma estimativa de quantos estarão presentes. "Tomamos todas as medidas para que a eleição possa ser realizada como determina a Resolução (nº 5.802 de 2009, que descreve os trâmites para o segundo turno)", afirma Ignácio Maria Poveda Velasco, presidente da Comissão Eleitoral. "Esperamos que tudo ocorra bem, mas, se houver algum contratempo, podemos aplicar o artigo 21 da resolução." O texto abre a possibilidade de, "em razão de caso fortuito ou força maior", atrasar a votação em 24 horas "em local a ser definido pela Reitora" hoje e "divulgado por meio eletrônico".

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