USP da zona leste terá doze cursos

O novo campus da Universidade de São Paulo (USP), na zona leste da capital, terá 12 cursos. A instituição inovou ao aprovar carreiras que não existem em qualquer outra universidade do País, entre elas Gerontologia, Bacharelado em Tecnologia Têxtil e Gestão em Políticas Públicas. "É também nossa função apresentar novos projetos em ensino superior para a sociedade", diz a pró-reitora de Graduação da USP, Sonia Penin. As aulas na unidade estão programadas para começar em fevereiro de 2005. Os projetos e estudos foram também motivados pelo estatuto da instituição, que não permite a repetição de cursos já oferecidos em campus de São Paulo. Segundo Antonio Luiz Marchioni, o Padre Ticão, líder comunitário na zona leste, a população requisitava cursos tradicionais como Medicina e Direito. Ele, porém, elogia as carreiras criadas, principalmente o curso de Tecnologia Têxtil. "É justamente o mercado da zona leste." O curso pretende formar profissionais especialistas em produção têxtil e de moda, trabalhando, por exemplo, com pesquisas de novos tecidos na indústria. Segundo Sonia, os alunos de Gerontologia aprenderão a compreender melhor o fenômeno do envelhecimento para trabalhar tanto com equipes de saúde como propondo políticas públicas em favor do idoso. A lista de cursos inclui ainda Licenciatura em Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental, que agrupa conhecimentos de física, química e biologia na formação de professores. Classes conjuntas - Os 12 currículos foram aprovados pela comissão de graduação e agora devem passar apenas pela avaliação do Conselho Universitário, órgão máximo da USP. A USP Leste deverá abrigar inicialmente cerca de mil alunos, em períodos diurno e noturno. A intenção é de que o primeiro ano da graduação tenha disciplinas comuns a todos os cursos. Em classes conjuntas, os estudantes terão aulas de Ciências da Natureza, Psicologia, Antropologia, Meio Ambiente e Cidadania, entre outras. Cada curso terá também suas disciplinas específicas já no primeiro ano. Todos os estudantes participarão também da disciplina chamada de Resolução de Problemas, uma espécie de iniciação científica. "Queremos motivar um clima de descoberta", diz a professora da Faculdade de Educação da USP Myriam Krasilchik, presidente da comissão de elaboração dos cursos. Há projetos ainda de parcerias de trabalho entre alunos da USP e de escolas públicas da região. Rodovia - As obras devem começar em abril, segundo o responsável Antonio Marcos Massola, ex-diretor da Escola Politécnica. O local onde ficará o campus foi mudado - dentro do terreno - por causa de impedimentos ambientais. Ele ficará mais perto da Rodovia Ayrton Senna. A licitação para construção dos prédios do núcleo inicial - que abrigará salas de aulas, anfiteatros e laboratórios e ficará pronto em 2005 - termina este mês. O núcleo principal, com mais estruturas para os cursos, só poderá ser utilizado em 2006. O campus terá ainda estacionamentos e outros prédios, com biblioteca e administração. O deslocamento interno será apenas por caminhos para pedestres e ciclovias. No fim do ano passado, a Assembléia Legislativa aprovou verba de R$ 48,3 milhões para a USP Leste. A região abriga dezenas de instituições de ensino superior privadas. A USP será a única universidade pública numa área com cerca de 8 milhões de pessoas, se forem incluídas Guarulhos e parte do ABC. Veja quais foram as carreiras aprovadas: Lazer e Turismo Tecnologia Musical Mídias Digitais Tecnologia Têxtil e da Indumentária Gestão Ambiental Licenciatura em Ciências da Natureza para o Ensino Fundamental Sistemas da Informação Gestão em Políticas Públicas Ciências da Atividade Física Marketing Gerontologia Obstetrícia

Agencia Estado,

13 de março de 2004 | 02h21

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