USP dá aumento de até 26,9% para funcionários

Segundo membro do sindicato, piso de R$ 1.536,90 'é o que qualquer trabalhador neste país deveria ganhar'

Felipe Mortara , Estadão.edu

10 Maio 2011 | 17h59

Foram aprovados durante sessão do Conselho Universitário da USP nesta tarde o aumento do piso e do teto dos funcionários da universidade, a possibilidade de mobilidade na carreira e a descentralização administrativa; agora, as unidades vão poder decidir sobre como lidar com seus funcionários.

 

A votação foi por maioria: 95 votos a favor das mudanças e 3 abstenções, do Sindicato dos Trabalhadores da USP. "Ao criar carreiras, podemos possibilitar o acesso e os funcionários poderão pedir progressão. Agora, fica nas mãos do funcionário subir na carreira. Ele sabe aonde quer chegar", afirmou o reitor João Grandino Rodas.

 

O reitor enfatiza que a qualificação pode diminuir o tempo de acesso do funcionário ao teto da categoria. "Os funcionários que fizerem cursos de qualificação diminuirão o tempo para atingir um maior salário."

 

Três pisos diferentes foram aprovados. O básico (para quem tem ensino fundamental), de R$ 1.536,90; o técnico (ensino médio), de R$ 2.792,01; e o superior (para funcionários com diploma superior), de R$ 5.250,06. O teto aprovado, no superior, é de 10914,51. A maior porcentagem de aumento foi no nível básico: 26,9%.

 

Os integrantes do Sintusp se abstiveram por não concordar integralmente com as propostas.

 

O diretor do Sintusp Alexandre Pariolli afirmou que o piso aprovado "é um piso que qualquer trabalhador neste país deveria ganhar. Quem faz a grandeza do local é o trabalhador".

 

Pariolli não negou que os funcionários serão beneficiados pelas mudanças na carreira, mas afirmou que ainda "há pontos a serem discutidos". Segundo o membro do Sintusp, a reformulação da carreira, com novos pisos e tetos, não tem nada a ver com o reajuste salarial que ocorre anualmente (data-base em maio). Em geral, as greves na universidade são motivadas por conflitos entre funcionários em relação ao reajuste. /Colaborou Mariana Mandelli

 

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