USP cria novos cursos e transfere graduação em petróleo para Santos

Conselho votou a favor de 120 novas vagas de Engenharia em Lorena; Esalq terá curso de Administração e Engenharia de Petróleo vai para Santos

Mariana Mandelli, O Estado de S. Paulo, e Carlos Lordelo, Estadão.edu,

28 Junho 2011 | 17h53

A USP aprovou nesta terça-feira, em reunião do Conselho Universitário, sua instância máxima, a criação de 160 vagas de graduação em dois câmpus do interior: 120 na Escola de Engenharia de Lorena (EEL) e 40 em Piracicaba, que vai oferecer um bacharelado em Administração. Também foi aprovada a transferência do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica para Santos, no litoral. A mudança, que ocorrerá em 2012, foi adiantada pelo Estadão.edu em maio.

 

Com as mudanças, o vestibular da Fuvest deste ano passa a contar com 200 novas vagas, já que no ano passado a USP havia criado outros dois cursos, Ciências Biomédicas e Saúde Pública, ambos na capital e com 40 vagas cada um.

 

A entrada do curso de Administração na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba, ficará para o vestibular de 2013.

 

Já as vagas em Lorena valem para este vestibular. As novas graduações em Engenharia do câmpus serão distribuídas da seguinte forma: 40 em Engenharia Física, curso diurno; 40 em Engenharia Ambiental, também diurno; e mais 40 em Engenharia de Produção, noturno.

 

Segundo a direção da Escola de Engenharia de Lorena, a proposta é um “desdobramento natural” de áreas em que a unidade tem grupos de pesquisa atuantes há cerca de 10 anos.

 

Os cursos haviam sido aprovados pelo Conselho de Graduação da USP em reunião na semana passada, mas dependiam do CO para serem implementados.

 

O CO também aprovou a mudança de nome e de currículo do curso de Engenharia Industrial Química da EEL, que passa a se chamar Engenharia Química. O número de vagas foi mantido.

 

Petróleo. Em Santos, a USP deve se instalar no bairro Vila Matias, na região central. Inicialmente, a instituição vai manter as dez vagas já existentes. Uma possível ampliação está prevista somente para 2013.

 

As vagas em Santos serão disputadas de forma independente no vestibular. Hoje, o candidato se inscreve para a carreira de Engenharia na Poli e, se for aprovado, só faz a opção por Engenharia de Petróleo após um ano de curso.

 

A notícia da chegada da USP foi celebrada pelo prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB). "Teremos uma condição excepcional para enfrentar o desafio de explorar o petróleo do pré-sal", afirmou ao Estadão.edu, por telefone.

 

O prefeito espera agora a aprovação de outras duas demandas: a implantação de um curso de pós-graduação em Logística e de um núcleo do Instituto Oceanográfico, em um dos armazéns da região portuária, no bairro do Valongo.

 

"A parceria com a USP resgata uma dívida histórica com a Baixada Santista. Por razões de natureza política, a região ficou privada de se desenvolver, ter universidade pública, avançar em ciência e tecnologia", disse Papa. A Unifesp tem um câmpus em Santos desde 2005.

 

Os cursos da USP em Santos serão oferecidos em dois imóveis no bairro de Vila Matias, na região central. Um deles, de responsabilidade da prefeitura, é a antiga sede da Companhia Santista de Transportes Coletivos. Projetado por Ramos de Azevedo, o outro prédio, uma escola estadual, serve como escritório da diretoria regional de ensino da secretaria estadual da Educação. "Haverá espaço para uma futura expansão do câmpus."

 

Atualizada às 11h00 do dia 29/6

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