Universidades vão mudar a auto-imagem dos futuros médicos

Vinte escolas de medicina de todo o País foram escolhidas pelo Ministério da Saúde para uma árdua missão: mudar a visão que estudantes têm sobre sua formação e carreira. As faculdades escolhidas vão receber um incentivo de R$ 4 milhões para desenvolver projetos, oficinas e atualização de professores. Todo o trabalho é voltado para a mudança curricular. A preocupação do Ministério da Saúde com a formação dos médicos surgiu de um problema prático: a dificuldade em recrutar médicos para integrar Programas de Saúde da Família. E foi confirmada por um estudo feito pela Comissão Interinstitucional Nacional de Avaliaçlão do Ensino Médico. O trabalho revelou que os 7.500 médicos que se formam todos os anos ingressam no mercado de trabalho com metade do conhecimento necessário para atender bem um paciente. "O prêmio representa um passo adiante", afirmou o ministro Barjas Negri. Alguns aspectos foram preponderantes para escolher os projetos vencedores. Propostas que mostram ao estudante que prevenir doenças é uma tarefa tão importante quanto tratar do paciente. Projetos que incentivam a formação generalista e dão ao aluno a oportunidade de aprender não só em hospitais, mas em outros ambientes, como ambulatórios e consultórios. "Dependem do Sistema Único de Saúde 75% da população. É preciso aumentar a integração entre as faculdades e o sistema, pois muitos desses profissionais acabam atendendo a essa população", afirma o coordenador de Políticas de Recursos Humanos do Ministério da Saúde, Paulo Henrique Seixas. Uma parceria entre Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e a Organização Pan-Americana de Saúde, o projeto de incentivo recebeu 54 inscrições. Entre as escolas escolhidas estão a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Pontifícia Universidade Católica e Universidade Federal de Pernambuco.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.