Hélvio romero/AE
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Universidades paulistas decidem até sexta se entram em greve

Decisão será tomada depois do desentendimento entre alunos, funcionários e o Cruesp desta segunda-feira, 25

Fabiana Marchezi, da Central de Notícias,

26 Maio 2009 | 16h48

O Fórum das Seis, que congrega entidades sindicais e estudantis da USP, Unesp e Unicamp, discutem e votam em assembleias até sexta-feira, 29, se entram em greve. A decisão será tomada depois do desentendimento entre alunos, funcionários e o Conselho de Reitores (Cruesp) ocorrido na segunda-feira, 25, antes da reunião de negociação salarial entre o Fórum e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

 

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De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que manteve a greve por tempo indeterminado,os funcionários da reitoria da USP farão reunião nesta quarta-feira, 27, às 9 horas, em frente à Reitoria. Além da adesão à greve, os funcionários discutirão o fechamento do prédio da Reitoria também por tempo indeterminado, o que significará que nem a reitora entrará no próprio prédio.

 

Unicamp

 

Funcionários e professores da Universidade Estadual de Campinas realizam uma assembleia nesta quarta-feira, 27, para decidir sobre indicativo de greve por tempo indeterminado, proposto pelo Fórum das Seis (que representa trabalhadores e estudantes da Unicamp, da Universidade Estadual de São Paulo e da Universidade Estadual Paulista).

 

Nesta terça-feira, 26, trabalhadores paralisaram os serviços e realizaram manifestação em frente ao Conselho Universitário (Consu) da Unicamp, para reivindicar o auxílio alimentação de R$ 320 a todos os funcionários e protestar contra o fato de não ter havido uma rodada de negociação.

 

A Unicamp possui 7.800 funcionários e 1.700 professores. O Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp informou que 60% das unidades de ensino, pesquisa e da administração (cerca de 4.300 funcionários, pois os professores não estão contabilizados e os servidores da saúde trabalharam normalmente) aderiram à paralisação. A Unicamp informou, por meio de assessoria que, segundo levantamento, a adesão foi de 4% dos funcionários, o equivalente a 312 pessoas.

 

Os funcionários pedem reajuste de 17% (10% referentes às perdas salariais e 7% de aumento real) e mais R$ 200 fixos, além da extensão do auxílio alimentação. O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) concede reajuste salarial de 6,05% - a ser aplicado a partir dos salários de maio - para docentes e servidores técnico-administrativos das universidades estaduais paulistas. O reajuste corresponde ao índice de inflação medido pelo IPC-Fipe entre maio de 2008 e abril de 2009.

 

(Com Tatiana Fávaro, de O Estado de S.Paulo)

 

Ampliada Às 19h40

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