Universidades federais ganham 44 mil novas vagas para 2009

Universidades da região nordeste e sul foram as que mais aumentaram seus números de vagas dentro do Reuni

da Redação, estadao.com.br

03 de setembro de 2008 | 17h47

O número de vagas nos cursos de graduação das universidades federais aumentou em 44.299 para o próximo vestibular, anunciou o governo nesta quarta-feira, 3. As vagas, que agora totalizam 227.668, dobraram em relação a 2003, quando o processo de expansão as universidades começou, ano em que foram oferecidas 113.983 vagas.  Veja também: Lista das vagas criadas por universidade A expansão foi anunciada pelo presidente e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad em clima de esta e palanque, nesta quarta-feira, 3, no Palácio do Planalto. "Hoje é outro dia glorioso", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, num discurso improvisado. "Tinha dito ao Fernando Haddad que não ia falar, mas estou chegando a uma idade que quando vejo um microfone eu tenho vontade e, quando vejo dois, a minha vontade aumenta mais ainda." As universidades da região nordeste e sul foram as que mais aumentaram seus números de vagas - em 122% e 107%, respectivamente - dentro do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) do governo federal. Grande parte do aumento foi também alavancado pelo crescimento nos cursos que oferecem aulas no período da noite. De 2006 a 2009 o crescimento dos cursos noturnos totalizou 168%, passando de 29.549 para 79.080. Ao anunciar a expansão, o ministro Fernando Haddad fez afirmou que o programa de ampliação das vagas nas universidades venceu críticas e a uma estratégia de "contra-informação", capitaneada por um "movimento elitista e conservador." "Ele foi desmontado pela ousadia, tenacidade e compromisso com o futuro do Brasil", afirmou o ministro. Lula manteve o tom. "Muitos ministros da Educação deste País já tinham sido reitores de universidades e, mesmo assim, não atendiam os reitores coletivamente", afirmou. "Também tinha gente que imaginava que, do ponto de vista educacional, o mercado iria resolver", completou.  As críticas a antecessores e elogios à equipe do governo foram engrossadas pela presidente da UNE, Lúcia Stumpf. Ela elogiou o programa, chamou de conservadores os que criticaram a iniciativa, abraçou o presidente e o ministro. "Queremos que a juventude pobre tenha sua vez e sua voz", disse a estudante. Ex-reitor, o ex-ministro da Educação Paulo Renato afirmou não aceitar as críticas. "Desafio mostrarem resultados melhores dos que o do governo FHC. Houve maior investimento e desempenho de matrículas." Também como parte do Reuni, o ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou duas portarias nesta quarta-feira, 3, autorizando concursos para a contratação de mil docentes e distribuição de 900 cargos de direção e 2,4 mil funções gratificadas para as instituições. Essas contratações estão dentro da autorização do Ministério do Planejamento para a contratação de 10.992 docentes e 8.239 técnicos administrativos para as universidades. (Com Lígia Formenti, de O Estado de S. Paulo)  Atualizado às 20h15

Tudo o que sabemos sobre:
educaçãouniversidades federais

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.