Universidades aceitam discutir vagas, mas criticam Tarso

Entidades que reúnem instituições privadas de ensino superior estão dispostas a discutir com o Ministério da Educação a proposta de ?estatização? de vagas ociosas. ?Há 100% de disponibilidade de conversar e podemos estabelecer parcerias com o governo?, disse o vice-presidente da Associação Brasileira das Mantenedores do Ensino Superior (Abmes), Antônio Carbonari Neto.?As particulares, por exemplo, poderiam trocar vagas por abatimento nos impostos?, sugeriu Carbonari, que aproveitou para criticar os termos que o ministro Tarso Genro usou ao se referir às filantrópicas. ?Acho que foram declarações apressadas. Há um desconhecimento do ministro sobre as instituições. A maioria das filantrópicas já dá mais de 20% das bolsas exigidas por lei?, afirmou ele."Empresas disfarçadas"Tarso disse, em audiência na Câmara, que grande parte das instituições sem fins lucrativos é de "empresas disfarçadas? e que o fato de não pagarem a totalidade dos impostos constitui um ?método perverso" de privatização do ensino. Disse ainda que muitas filantrópicas resvalam para a ilegalidade.?Se há irregularidades, tem de cassar. Mas, em princípio, todas estão regulares e estão funcionando com autorização do governo?, disse Carbonari.O diretor-executivo da Associação Nacional das Universidades Privadas (Anup), José Walter Pereira dos Santos, também reagiu às declarações do ministro sobre as filantrópicas. Mas não descarta discussões sobre o uso de vagas ociosas. ?Se é conveniente? Depende como o governo pretende fazer. Na marra é impossível.?

Agencia Estado,

12 de fevereiro de 2004 | 10h08

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