Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Universidade pública tem de ser gerida com responsabilidade fiscal', diz Vélez

Ministro da Educação disse que as cotas para o ingresso nas universidades são necessárias, mas a política será temporária

Ligia Formenti, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2019 | 13h51

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, continua na Câmara dos Deputados, numa audiência que já ultrapassa 2 horas de duração. Rodríguez, disse, durante a audiência, que as cotas para o ingresso nas universidades são necessárias, mas a política será temporária.

Sobre universidades públicas, ele avaliou ser preciso "responsabilidade fiscal" e defendeu o aumento do número de alunos em sala de aula. Na França, disse, a proporção é de cerca de 70 alunos por professor. No Brasil, esse indicador seria muito menor. "Eu defendo as universidades públicas. Elas são um patrimônio da nação e devem ser preservadas. Mas têm de ser geridas com responsabilidade fiscal e democratização da sala de aula", completou. 

Para um auditório lotado, o ministro afirmou que permanece no cargo, atribuiu a lista de 15 exonerações que ocorreram nos últimos dias a questões de gestão e garantiu que os trabalhos na pasta estão sendo realizados.

Vélez está acompanhado de vários assessores, entre eles, o secretário de Alfabetização Carlos Francisco Nadalin. O secretário foi apontado pelo ex- presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, como um dos mentores da decisão, mais tarde suspensa, de adiar a avaliação de crianças em período de alfabetização. A exoneração foi assinada nesta terça-feira. Vélez disse que Rodrigues teria "puxado o tapete", empregando incorretamente a expressão.

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