Universidade do Mato Grosso do Sul também quer cotas para índios

As discussões em torno das reservas de 20% das vagas no ensino superior para excluídos ? as cotas ? paralisaram nesta terça-feira as aulas na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Lá, além das cotas para negros e pardos, a universidade quer criar reservas para índios."No Mato Grosso do Sul haverá um processo de elaboração de regulamentação com a reserva também para índios", observou reitora da instituição, Leocádia Aglaé Petry Leme.Durante debates do dia, ficou decidido que até o final desde mês, será realizado na cidade de Dourados, sede da universidade, uma audiência pública sobre a questão das cotas, trazendo autoridades de outros estados como a reitora da Universidade da Bahia, Ivete Alves do Sacramento.Segundo a reitora, a UEMS se diferencia das universidades da Bahia e do Rio pelo seu perfil inclusivo. "Temos unidades em 14 cidades do estado, e 71% dos estudantes da Uems vieram da escola pública. Muito diferente das universidades federais e estaduais das grandes cidades que verdadeiramente tem um perfil mais excludente porquem abrigam percentualmente mais estudantes vindos de escolas particulares e pouquíssimos estudantes negros".

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