Universidade de Yale promove semana do sexo

Em uma sala de aula no antigo campus de Yale, não muito depois de uma aula noturna de astronomia ter terminado, uma vendedora de produtos eróticos de meia idade demonstra suas técnicas e oferece produtos de graça a uma ansiosa platéia. "Eu quero que vocês fechem seus olhos", disse Patty Brisben, instruindo um jovem, enquanto ela esfregava uma loção perfumada no antebraço dele e, para o riso de todos, preparava um brinquedo eletrônico e uma luva. "Fantasie que está recebendo uma massagem em todo o corpo". Bem-vindo à Semana do Sexo em Yale, uma celebração bienal que se tornou um dos eventos universitários mais provocativos dos Estados Unidos. Os organizadores dizem que a Semana do Sexo faz os estudantes falarem de sexo de maneira bem mais relevante do que as comédias sobre universitários. "Para chamar a atenção das pessoas, nós temos que fazer as coisas de um jeito mais picante e um pouco diferente do que outros programas de educação sexual", disse o terceiranista Dain Lewis, que foi inspirado a dirigir a Semana do Sexo 2006 depois de freqüentar o evento de 2004. O evento de Yale, que termina neste sábado, inclui aulas de especialistas em relacionamentos, um terapeuta sexual e uma discussão sobre o homossexualismo com um padre católico. Sessões mais provocantes incluem uma banca de estrelas pornô e aulas de strip-tease com uma animadora do canal de TV da revista Playboy. Os críticos dizem que a Semana do Sexo é apenas o último ato de devassidão nos campi das universidades nos últimos anos. A Vassar e outras criaram revistas eróticas. A Harvard lançou a H-bomb, uma revista que apresenta fotos sugestivas de graduandos. A Universidade de Washington ofereceu uma semana com temática sexual que contou com seminários sobre o orgasmo e telegramas de camisinhas."Eu não vejo como trazer uma stripper da Playboy ao campus pode ajudar em alguma coisa", disse Travis Kavulla, editor da revista Harvard Salient, que é contra esse tipo de evento. "Como as universidades estão tentando educar os estudantes patrocinando eventos como esse?"Apesar de ser reconhecida pela universidade, a Semana do Sexo não é bancada por Yale.

Agencia Estado,

17 de fevereiro de 2006 | 18h51

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