Universidade de Taubaté na mira da CPI do Ensino Superior

TAUBATÉ - A inclusão do nome de cerca de mil alunos inadimplentes no Serviço de Proteção ao Crédito pela Universidade de Taubaté (Unitau) motivou representantes da União Estadual dos Estudantes (UEE) e da União Nacional dos Estudantes (UNE) a encaminhar denúncia a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa paulista.

João Carlos de Faria, Especial para o Estado

31 Agosto 2011 | 15h55

A CPI, instalada no início de agosto com a finalidade de investigar supostas irregularidades cometidas por instituições de Ensino Superior no Estado, ainda não definiu a data da convocação dos representantes da Unitau. A prática adotada é considerada ilegal pelos parlamentares e por juristas e órgãos de defesa do consumidor.

A instituição - que tem cerca de 12 mil alunos - também é acusada de coibir a política estudantil em seu câmpus, inclusive dificultando a entrada das entidades representativas dos estudantes, como a UEE e a

UNE.

As denúncias foram feitas durante depoimento na CPI no dia 17 de agosto. O deputado estadual Celso Giglio (PSDB), presidente da CPI, disse que será preciso ouvir mais pessoas para ter as informações necessárias antes de tomar alguma medida, mas não descartou uma visita à Unitau.

O vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unitau, Diener Silva, disse que vai tentar reverter a situação em reunião a ser agendada com o reitor José Rui Camargo.

A Unitau informou ao Estado que tem amparo legal para o envio do nome dos inadimplentes ao SPC, o que só tem ocorrido depois de se esgotar todas as tentativas de negociação, indo além do que exige o Código do Consumidor.

"Isso já é praticado por outras instituições há muito tempo. Nós não tivemos alternativa e vamos continuar mandando até que haja alguma decisão judicial dizendo que isso é ilegal", disse o professor Luciano Marcondes, pró-reitor de economia e finanças da universidade.

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