Universidade Columbia quer mais brasileiros entre seus alunos

Alta cúpula da instituição apresentou a universidade aos brasileiros em evento da Fundação Estudar

Estadão.edu,

22 Março 2012 | 09h26

O ciclo Grandes Universidades trouxe a São Paulo na noite desta quarta-feira, 21, o alto escalão de Columbia, uma das joias da Ivy League americana. O reitor Lee Bollinger e outros dirigentes da instituição apresentaram ao público o objetivo de ampliar a presença de jovens brasileiros entre seus alunos da graduação e da pós. O evento, promovido pela Fundação Estudar com apoio do Estadão.edu, ocorreu no Insper, na Vila Olímpia, zona sul.

 

Na semana passada a universidade convidada foi a Singularity, escola high-tech do Vale do Silício americano.

 

Fundada em 1754, Columbia é um dos exemplos mais notáveis da opulência do ensino superior nos Estados Unidos. Financiada por um fundo de perto de US$ 8 bilhões, alimentado por investimentos e doações, tem pouco mais de 27 mil estudantes. Lidera a lista de universidades com ganhadores do Nobel (são 40 prêmios até hoje). Estudaram em Columbia três presidentes americanos, entre eles o atual, Barack Obama.

 

Ao anunciar a instalação de um escritório global da universidade no Rio de Janeiro - o oitavo do mundo - Bollinger explicou que o objetivo é entender o que acontece nas diferentes partes do planeta. Nesses centros, alunos e professores realizam projetos de pesquisa de forma colaborativa com seus pares de outros países. "Temos de enfrentar o desafio excitante de compreender a globalização." O reitor também deu uma aula magna sobre liberdade de imprensa.

 

A mais internacional das faculdades de Columbia é a Escola de Políticas Públicas e Relações Internacionais (Sipa, na sigla em inglês), onde metade dos alunos é de estrangeiros. Apesar disso, o diretor da unidade, Robert Lieberman, fez uma palestra sobre a distribuição de renda nos EUA. "Continuamos um país rico, mas a riqueza é mal distribuída em razão de mudanças na legislação nos últimos 30 anos."

 

Já o pró-reitor acadêmico da universidade nova-iorquina, John Coatsworth, afirmou, em tom de brincadeira, que Columbia é "a melhor e mais interessante universidade de Nova York". Ele apresentou uma conferência sobre o fortalecimento econômico e político do Brasil.

 

Para o empresário Jorge Paulo Lemann, um dos mantenedores da Fundação Estudar, o fato de estar situada em Nova York faz de Columbia uma universidade em processo contínuo de revitalização. "O frescor se renova a cada momento", disse.

 

Painel

 

O evento terminou com uma mesa-redonda de ex-alunos de Columbia cujos estudos foram bancados pela Fundação Estudar. O painel foi mediado por Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo Estado.

 

O advogado carioca Marcelo Barbosa, que concluiu em 1996 o mestrado em Direito, disse que ganhou seu primeiro endereço de e-mail pessoal em Columbia. Foi lá também que ele descobriu o Yahoo!, para fazer buscas na internet. "Na primeira vez em que usei, digitei Botafogo."

 

Para Marcelo, sócio-fundador do Vieira, Rezende, Barbosa e Guerreiro Advogados, o estudante que busca vaga em Columbia deve ter foco: "Planeje que experiência acadêmica você quer ter e monte um currículo de acordo", aconselhou.

 

Plinio Ribeiro montou um diário enquanto fez a pós em política pública, há cinco anos. Ele disse que a capacidade do aluno de agregar conhecimento à Columbia é determinante na seleção. "Eles pegam o que você leva para eles de background, absorvem e compartilham com os demais estudantes." Plínio é diretor executivo da Biofílica, empresa do setor focada na gestão e conservação de florestas na Amazônia.

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