Unifesp vai criar moradia estudantil

Reitor da Unifesp falou sobre assunto em entrevista ao Estado

Luciana Alvarez, O Estado de S. Paulo

25 Março 2010 | 11h18

Enquanto moradores do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) ocupam um prédio dentro da USP para reclamar por novas vagas, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deve criar em em Santo Amaro a primeira residência universitária da instituição. O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, em entrevista ao Estado, falou sobre seu desejo criar a moradia e comentou sobre as dificuldades dos estudantes "pioneiros" nos novos cursos. Leia trechos do que ele disse:  Moradia - "A prefeitura de São Paulo, ainda na época do Serra, nos doou um prédio maravilhoso em Santo Amaro, próximo ao terminal de ônibus e em cima da estação de metrô. Vai ser uma unidade do câmpus Vila Clementino para a área de extensão (programas sociais). Minha vontade é ter lá a primeira moradia estudantil.   Embora eu seja bastante criticado, pois tem gente que acho que dá muito trabalho e prefere o auxilio moradia. Meu medo é que amanhã se mude a política e falte verba. Mas se tiver a moradia, isso fica garantido. Depois penso no câmpus de Guarulhos, que já tem mais de 2 mil alunos e é um pessoal de poder aquisitivo menor. A prefeitura está nos doando mais um prédio e talvez saia lá a próxima moradia. A rigor, você deveria ter um câmpus prontinho, com restaurante, moradia, estrutura, uma sala e laboratório por professor. Mas a realidade é que muitos vem usar laboratório aqui.   Os estudantes daqui (Vila Clementino) estão muito bem acomodados, mas os outros câmpus não. Os pioneiros estão sofrendo um tanto, mas vão guardar a lembrança de que fizeram parte da criação."  Novos cursos - "Em Santos , já temos aprovado pelo Conselho Universitário novos cursos (que devem abrir vestibular para 2012). Com a plataforma petrolífera, o pré-sal, os cursos aprovados são oceanografia, engenharias de portos, de pesca e de meio ambiente.   Vai ser feito em duas etapas. Na primeira, vamos selecionar seis professores experts no assunto; eles vão constituir o núcleo do Instituto do Mar. A partir daí vamos desenhar o projeto pedagógico específico. A prefeitura está nos garantindo um imóvel com saída para o mar na área do porto."

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