GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Unifesp Guarulhos ainda não tem data para começar ano letivo

Demora na entrega de obra prejudicou calendário acadêmico; desde 2013, as aulas têm sido realizadas em prédio alugado

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

14 Abril 2016 | 10h24

SÃO PAULO - Antes previstas para 21 março, as aulas ainda não têm data para começar no câmpus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O motivo é o atraso nas obras do prédio principal da unidade, no bairro Pimentas, na periferia da cidade da Grande São Paulo. Desde 2013, as atividades acadêmicas da escola são feitas em um edifício alugado, também em Guarulhos. 

Esse câmpus oferece seis graduações, todas da área de Humanas. Criada em 2007, é a maior unidade da Unifesp, mas também a que mais sofre com problemas de infraestrutura. Isso é alvo constante de críticas dos professores e do movimento estudantil. Para alocar docentes, funcionários e 3,2 mil alunos de graduação e de pós na unidade provisória, a reitoria gasta R$ 250 mil mensais. 

O começo do ano letivo - já marcado para depois do início das aulas nos outros câmpus - foi adiado após dificuldades para concluir as instalações elétricas e o laudo dos bombeiros. Segundo a reitoria, os conselheiros responsáveis pela unidade liberaram o uso da área a partir da próxima segunda-feira, 18. Mas a data para iniciar as aulas ainda depende do aval dos bombeiros e do Habite-se.

"Os alunos estão desestimulados", afirma Felipe Alencar, aluno do último ano Pedagogia. "Faltam informações concretas sobre o que vai acontecer neste semestre. Quando entrei na universidade, pensei que encontraria uma estrutura melhor", reclama. ele, de 23 anos. Os alunos iniciaram, nesta semana, mobilizações para pressionar a reitoria por uma solução no impasse.

Cronograma. Todos os esforços, de acordo com a reitoria, é para que as aulas já comecem no câmpus Pimentas e não em uma unidade provisória. O calendário acadêmico será cumprido, com reposição dos 200 dias letivos por ano, o que pode comprometer as férias ou a data de formatura dos estudantes. 

Ainda segundo a administração da Unifesp, o prazo contratual para a entrega da obra só termina em 29 de abril e que o prédio estará liberado antes, no dia 18. O valor total do projeto foi de R$ 61,2 milhões, incluindo reajustes contratuais. No total, o câmpus tem 20 m2  de área construída e será suficiente para atender à demanda, diz a reitoria. 

Ao todo, a Unifesp tem outros 12 projetos de obras ou reformas em andamento, nos câmpus do interior e da capital. Apesar das restrições orçamentárias do governo federal, destacou a universidade, nenhum deles está paralisado. 

 

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