Unicamp recebe 20% mais egressos de escola pública

Aumento de busca pelo vestibular foi causado pelo bônus que também ampliou total de candidatos negros

16 Março 2014 | 17h15

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registrou salto de 20% no porcentual de alunos de escola pública no vestibular de 2014 em comparação com o processo seletivo do ano anterior. Até a terceira chamada do vestibular, 37% das 3.460 vagas haviam sido preenchidas por alunos da rede pública. No ano passado, esse índice era de 30%.

O crescimento reflete o aumento do bônus concedido pelo Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social da Unicamp (Paais). A universidade dobrou a bonificação para egressos de escolas públicas. Candidatos pretos, pardos e indígenas (PPI) ganham bonificação extra. Do total de matriculados, 17,7% são desse grupo – contra 13,2% no ano anterior.

Os porcentuais variam de curso em curso. Em Medicina, por exemplo, a participação de alunos de escola pública passou de 14,5% para 33,3%. Os aprovados PPI representam 9,26%. O porcentual de alunos de escola pública no em Arquitetura e Urbanismo saltou de 3,33% para 31%. Por outro lado, o curso de Engenharia de Produção teve apenas quatro aprovados (7,27%) de escola pública, o menor nível, menor que no ano anterior.

A Universidade de São Paulo (USP) também optou por aumentar o bônus como aposta para aumentar a inclusão, mas os dados ainda não foram finalizados. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) foi a única entre as três a adotar cotas, com porcentuais crescentes a ser atendidos a cada. Este ano, 15% dos matriculados de cada curso teriam de ser de escola pública. Segundo a instituição, o desempenho dos aprovados foi muito próxima – em Medicina, a diferença foi de um ponto.

Mais conteúdo sobre:
Unicamp, vestibular

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.