Antonio Scarpinetti/Divulgação
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Unicamp prevê testar todos funcionários e cria aplicativo para monitorar saúde no campus

Mesmo sem data definida para o retorno, a Unicamp publicou uma cartilha eletrônica com diretrizes e protocolos para uma retomada gradual das atividades presenciais de professores, alunos e funcionários

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2020 | 10h00

Mesmo sem data definida para o retorno, a Unicamp publicou uma cartilha eletrônica com diretrizes e protocolos para uma retomada gradual das atividades presenciais de professores, alunos e funcionários. As aulas foram suspensas em março em virtude da pandemia da covid-19. Entre as medidas estão a aplicação de testes em toda a comunidade acadêmica e a utilização de um aplicativo para o acompanhamento diário de possíveis sintomas do coronavírus.

A retomada está condicionada à evolução da pandemia nas regiões de Campinas, Limeira e Piracicaba, no interior de São Paulo (cidades em que a universidade possui campus). A condição estabelecida pela instituição é que cada uma delas permaneça por ao menos quatro semanas (28 dias) consecutivos na fase amarela ou verde do Plano SP

Desde o último dia 8, Campinas, Limeira e Piracicaba encontram-se na fase amarela. Se essas cidades se mantiverem nestas condições, a previsão é que a universidade divulgue uma data de retorno às aulas presenciais já na primeira semana de setembro. Ainda assim, o plano da instituição possui três fases, com períodos que variam em até quatro semanas.

Antes da volta ao campus, todos os funcionários deverão cumprir um programa de formação sobre o retorno seguro por meio de videoaulas. Também serão realizados testes do tipo RT-PRC, que detectam a presença do coronavírus no organismo, em todos que forem retornar. O regresso do funcionário, professor ou aluno só vai ocorrer mediante o resultado negativo do exame.   

Além disso, de acordo com a universidade,  os membros da Universidade que retornarem ao campus terão a saúde acompanhada diariamente. Para isso, será disponibilizado um aplicativo onde todos deverão responder a um questionário se apresentam ou não algum dos sintomas da covid-19. Isso deverá ser feito todos os dias, antes do início das atividades. Caso alguém venha a apresentar algum dos sintomas, o aplicativo dará orientações para atendimento médico.  

Na primeira fase, o retorno prevê a volta apenas de atividades administrativas e de suporte, contando com no máximo 20% dos trabalhadores de cada unidade ou órgão, que devem atuar em esquema de rodízio. O aumento gradual no número de funcionários deve ocorrer com o intervalo de duas semanas entre cada período. Funcionários que integram grupos de risco ou que convivam com idosos ou pessoas com covid só retornaram posteriormente.

O restaurante universitário, transporte fretado e interno no campus vai acompanhar o aumento proporcional dos funcionários, mantendo os cuidados sanitários recomendados. 

Já na fase 2, inicia-se o retorno  dos alunos de Graduação e Pós-Graduação. O plano estima que apenas 25% dos estudantes estarão de volta às aulas presenciais. Ainda assim, serão respeitadas as medidas de distanciamento social, cuidados sanitários e ocupação máxima de salas de aula, laboratórios e bibliotecas. A maior parte das atividades acadêmicas previstas para este semestre deverão ocorrer de forma não presencial.

Por último, a fase 3 será aplicada apenas quando a pandemia estiver controlada na universidade. Ainda assim, campanhas educativas e medidas de distanciamento continuarão sendo aplicadas.  A progressão nas fases poderá ser reavaliada e, dependendo da evolução da pandemia, a Universidade poderá retroceder à fase anterior.  As orientações estão disponíveis no site da Universidade: https://www.unicamp.br/unicamp/cartilha-covid-19. 

 

Mudanças no vestibular.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não vai ter ingresso de estudantes pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2021, por conta da mudança nas datas de realização do exame. 

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) afirmou que não seria possível receber os resultados do exame nacional a tempo para as matrículas do ano que vem. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Enem foi adiado para os dias 17 e 24 de janeiro e os resultados saem em 29 de março, enquanto a primeira chamada do vestibular da universidade será em 10 de março.

Todas as 639 vagas previstas para o ingresso com a modalidade Enem-Unicamp serão transferidas para o vestibular da instituição, que passará a oferecer 3.234 vagas.

A prova de ingresso da Unicamp terá menos questões - 72 e não mais 90 - e duração de no máximo quatro horas, em vez de cinco.  A primeira fase também será realizada em dias diferentes, dividida pela área de escolha dos candidatos. Tudo isso para reduzir o número de estudantes circulando e evitar aglomeração nas escolas.  

Já a Unesp terá em 2021 ingresso de estudantes pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também pelas Olimpíadas de Matemática. 

As provas de habilidades da segunda fase também estão sendo repensadas para evitar aglomeração. A tendência é individualizá-las ou colocá-las em locais mais amplos e arejados. A prova prática de Desenho, em que até então havia a manipulação de um objeto por diversos estudantes, será mudada. O sistema de reserva de vagas para escola pública será o mesmo dos anos anteriores. Serão destinadas, no mínimo, 50% das vagas para esse grupo. Dentro dessa cota de vagas, 35% serão para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.

A Fuvest também anunciou mudanças em seu vestibular. A 1ª fase do exame para ingresso na Universidade de São Paulo (USP) será realizada em 10 de janeiro. Já a 2ª etapa do processo seletivo será nos dias 21 e 22 de fevereiro do ano que vem. As duas fases costumam ser realizadas nos meses de novembro e janeiro.

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