Unicamp inicia em julho processo de isonomia salarial com a USP

Em dois anos, a universidade quer equiparar os pisos salariais dos 7,7 mil funcionários de carreira

Ricardo Brandt, Campinas

14 Junho 2013 | 17h03

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inicia em julho o processo de isonomia salarial com a Universidade de São Paulo (USP). Em dois anos, a universidade quer equiparar os pisos salariais dos 7,7 mil funcionários de carreira, que estão com uma defasagem de até 56%, em alguns casos, desde 2011.

O processo de aumento dos salários começa em julho com a elevação de até 15% dos pisos para todas as categorias de cargo: básico, médio e superior. Nessa primeira etapa serão beneficiados 4,2 mil servidores.

Hoje, os pisos salariais da Unicamp são de R$ 1.393,14 (funcionário módulo fundamental), R$ 2.058,32 (médio) e R$ 3.881,35 (superior). Na USP, esses pisos são de R$ 1.768,29 (fundamental), R$ 3.212,36 (médio) e R$ 6.040,48 (superior).

Com essa primeira etapa de aumentos, os pisos da Unicamp vão para R$ 1.699,73 (fundamental), R$ 2.511,20 (médio) e R$ 4.735,32 (superior).

“Nesse primeiro momento, o impacto para Unicamp será muito baixo. Foi apresentado um gasto de R$ 11 milhões a mais de julho a dezembro por conta dessa fase”, explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) Diego Machado de Assis.

No segundo semestre, a Unicamp vai conceder mais um aumento de 5% para todos os servidores e a promoção de 20% deles, dentro de um processo de avaliação de desempenho, que ocorrerá em outubro, dando direito a mais um aumento de mais 5% para os beneficiados. O processo visa evitar o achamento dos pisos dos funcionários mais antigos. Essa segunda etapa implicará um aumento de gastos de R$ 2 milhões ao mês.

A proposta de isonomia entregue pelo reitor, José Tadeu Jorge, ao STU no dia 11 prevê que em 2014 serão efetivamente equiparados os pisos salarias da Unicamp com a USP para os cargos fundamental e médio. E em 2015, serão igualados os pisos dos cargos de nível superior, totalizando um aumento de gastos de R$ 50 milhões.

“Consideramos que essa é uma luta antiga e que o valor para a Unicamp será barato para ela, já que foi apresentada uma reserva de caixa de R$ 1,7 bilhão”, afirmou o diretor do STU. Em nota, a reitoria disse que a proposta “busca de forma responsável restabelecer a igualdade entre os pisos salariais”  no período de dois anos “preservando o necessário equilíbrio orçamentário e financeiro”.

O reitor, quando quando assumiu o cargo em abril, definiu como prioritário a tema da isonomia. “São dois problemas. Há um descontentamento e uma certa injustiça, porque são duas universidades irmãs, sob o mesmo sistema. E o mais grave, institucionalmente, é que estamos perdendo funcionários para a USP”, afirmou Tadeu, na ocasião.

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