Unicamp faz Congresso Interno de Iniciação Científica

A Unicamp promoverá entre os dias 24 e 26 de outubro o XX Congresso Interno de Iniciação Científica, organizado pelas pró-reitorias de Pesquisa e de Graduação. Neste ano, o evento apresentará 1.465 trabalhos, contra 1.300 em 2011. A edição de 2012 terá, pela primeira vez, a participação de alunos do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS), curso oferecido pela instituição exclusivamente a egressos de escolas públicas de Campinas. A cerimônia de abertura do Congresso será no dia 24, a partir das 14h, no Centro de Convenções da Universidade. A solenidade contará com a presença do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Glaucius Oliva. Os trabalhos, na forma de painéis, serão expostos no Ginásio da Faculdade de Educação Física (FEF), divididos por áreas do conhecimento ao longo dos três dias.

Jornal da Unicamp,

24 Outubro 2012 | 15h06

De acordo com o pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, professor Ronaldo Aloise Pilli, ao alcançar a sua vigésima edição, o Congresso demonstra a consolidação de um programa de enorme sucesso. “A iniciação científica tem impactos positivos em várias áreas de atuação da Universidade. Ela complementa de maneira ímpar a formação dada aos alunos em sala de aula, contribui para reduzir o índice de evasão em algumas carreiras e prepara esses estudantes para a transição para a pós-graduação. O jovem que passa por essa experiência sem dúvida alguma amplia a sua capacidade de resolver problemas e de criar hipóteses de trabalho, que serão posteriormente testadas em laboratório”, relaciona.

Tão importante quanto destacar a progressiva ampliação do número de trabalhos apresentados no evento, conforme o pró-reitor de Pesquisa, é enfatizar o elevado nível dos estudos desenvolvidos pelos alunos de graduação da Universidade, bem como dos participantes do programa Iniciação Científica Júnior (PICJr), oferecido aos estudantes de ensino médio das escolas públicas da região de Campinas. “Ano após anos, temos constatado que os trabalhos têm mantido um excelente padrão de qualidade, muitos deles com forte caráter inovador. Isso se deve ao fato de os autores se inserirem em programas de pesquisa que envolvem, além do docente-orientador, estudantes de mestrado, doutorado e pós-doutorado. Assim, eles são confrontados com temas desafiadores e problemas de reconhecida importância científica”, considera Pilli.

Ademais, prossegue o pró-reitor de Pesquisa, os estudantes que participam das atividades de iniciação científica frequentemente se interessam por tomar parte em programas de intercâmbio, iniciativa estimulada pela Universidade dentro do processo de internacionalização intensificado ao longo dos últimos quatro anos. “O que temos identificado é que esses estudantes têm tido muito êxito em instituições estrangeiras, onde o grau de competitividade científica é muito alto”, informa Pilli.

Ainda em relação à qualidade dos trabalhos, o pró-reitor de Pesquisa lembra que esse aspecto não é reconhecido somente pelo comitê interno responsável pela seleção dos mesmos. “Também tem sido sistematicamente reafirmada pelo comitê externo, constituído por docentes de importantes instituições de ensino e pesquisa”, diz. A esse propósito, acrescenta o professor Mario Fernando de Goes, assessor da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) e um dos organizadores do Congresso, os 20 melhores trabalhos serão premiados com R$ 3 mil cada um. Além disso, seus autores terão os custos de participação no próximo congresso da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), marcado para julho de 2013, em Recife, arcados pela Unicamp.

Outro dado importante em relação à iniciação científica na Unicamp, de acordo com o pró-reitor de Pesquisa, é o número de bolsas relacionadas com o programa. Este ano, por exemplo, foram concedidas perto de 1.400 delas, o que representa uma cobertura de aproximadamente 40% do número de ingressantes nos cursos de graduação. “Trata-se de uma taxa muito representativa. Isso significa que as chances de o aluno com bom desempenho acadêmico desenvolver um trabalho de iniciação científica na Universidade com bolsa, ao longo da sua permanência na instituição, são muito grandes. Nem todas as universidades oferecem essa taxa de cobertura. E é sabido que as bolsas são um importante mecanismo de manutenção dos estudantes nesse tipo de programa”, pondera Pilli.

O dirigente da PRP assinala, ainda, que se for calculada a proporção entre o número de participantes no programa de iniciação científica e o contingente de docentes da Unicamp (1.465 para 1.727), esta chegará a um índice muito próximo de 1. Ou seja, isso representa que cada professor tem pelo menos um orientando. “É uma excelente média, que reflete a vocação da Unicamp em promover a pesquisa desde a graduação. É um caso raro no cenário nacional e raríssimo no internacional, visto que poucos países têm programas de iniciação científica tão bem estruturados quanto o do Brasil. Não por outra razão, sempre que recebemos delegações estrangeiras na Universidade, os visitantes demonstram surpresa com a experiência brasileira nessa área”, diz Pilli.

A presença do presidente do presidente do CNPq na cerimônia de abertura do XX Congresso Interno de Iniciação Científica da Unicamp, avalia o pró-reitor de Pesquisa, é um reconhecimento ao trabalho que a Universidade vem desenvolvendo ao longo das últimas duas décadas nesse segmento de ensino. “Penso que o momento é de celebração, mas também de homenagear simbolicamente todos aqueles que contribuíram para que a iniciação científica se tornasse uma das ações estratégicas mais exitosas da Universidade”, conclui Pilli.

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