Unicamp estuda queixa-crime contra estudantes

A Procuradoria Geral da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) pretende entrar com uma queixa-crime no 4.º Distrito Policial da cidade, até sexta-feira, contra "pessoas já identificadas e outras a serem identificadas" que participaram da invasão à reitoria da universidade. A queixa-crime é um pedido de abertura de ação penal. A Procuradoria não divulgou quantos são nem os nomes dos identificados.Cerca de 200 estudantes das três universidades estaduais invadiram o prédio da reitoria na tarde de sexta-feira, expulsando cerca de 50 funcionários do local, inclusive o reitor Carlos Henrique de Brito Cruz. Os alunos desistiram da ocupação após a Justiça conceder reintegração de posse à universidade, por volta da 1h00 do sábado.Levantamento da prefeitura do campus apontou arrombamento de sete portas, destruição do carpete do salão do Conselho Universitário, de um quadro da galeria dos ex-reitores, de equipamentos como bebedouro de água e cafeteira coletiva e paredes pichadas.Além da queixa-crime, a universidade pretende aplicar medidas disciplinares previstas no estatuto contra os invasores.Nesta segunda-feira os funcionários da Unicamp voltaram ao trabalho, conforme decidiram em assembléia na semana passada. Os professores, entretanto, optaram também nesta segunda por manter a greve por tempo indeterminado.Eles querem uma reunião com o Conselho dos Reitores das Universidade Estaduais Paulistas (Cruesp) para retomarem as negociações de reposição salarial. "O Cruesp diz que somente nos receberá se apresentarmos uma proposta exeqüível. Se há uma proposta exeqüível, então que nos digam qual é", argumentou a presidente da Associação de Docentes da Unicamp (Adunicamp), Maria Aparecida Afonso Moysés.Em uma carta aberta, a Adunicamp repudiou a atitude dos estudantes de invadir a reitoria.Para esta terça está previsto um ato de professores, estudantes e funcionários das três universidades na Assembléia Legislativa, onde deverá ocorrer a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Os manifestantes vão pedir mais verbas para o ensino público.

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