Unicamp encerra segunda fase com poucas ausências

O índice de abstenção deste ano foi o segundo menor na história do vestibular da Unicamp, de 6,4%, 0,2% maior que o registrado no ano passado. Os exames de hoje, língua estrangeira e matemática, encerram a prova teórica deste vestibular. Na semana que vem, serão aplicados os testes de aptidão para os candidatos de Odontologia, Música, Artes Cênicas, Arquitetura, Dança e Educação Artística, prova com peso dobrado na contagem da classificação. A primeira lista de chamadas será divulgada em 7 de fevereiro, a segunda no dia 20 e a terceira, em 12 de março.Os índices de abstenção foram próximos nas 12 cidades do estado de São Paulo onde ocorreram as provas, em Campinas, municípios do interior e a capital. Já nas cinco capitais de outros estados, a abstenção foi de 14,55%.De acordo com Tessler, isso mostra que os estudantes preferem estudar perto do lugar onde moram.As matrículas começarão a ser feitas logo após a primeira chamada, no dia 10 de fevereiro. O início das aulas está marcado para 17 de fevereiro. Os 12.453 alunos classificados para a segunda fase disputam 2.690 vagas, 240 criadas este ano. A segunda fase do vestibular da Unicamp foi encerrado na quarta-feira com balanço positivo, afirmou o coordenador da Comissão de Vestibulares, Leandro Tessler, apesar da anulação de uma questão da prova de física por erro de editoração. Segundo ele, o vestibular deste ano vai cumprir a função de selecionar os melhores candidatos para a universidade e influenciar o ensino médio. O coordenador reafirmou que as provas trouxeram questões de diferentes graus de dificuldade para melhor avaliar o estudante e não comprometê-lo em matérias de peso menor para o curso escolhido. "Não houve nenhum incidente logístico que comprometesse o processo na segunda fase. A anulação da questão de física foi uma falha técnica", alegou.A questão 6 da prova aplicada na terça-feira foi anulada depois de se verificar que parte do enunciado havia sido suprimido. Tessler afirmou que a prova é revisada antes de ser distribuída, mas a falha não foi percebida pela banca de física. "Foi uma infeliz seqüência de fatos e vamos tomar cuidados para que não se repitam no próximo ano", disse o coordenador. O erro foi descoberto depois que professores e alunos passaram a telefonar para a universidade em busca de informações sobre a questão. A coordenação optou por dar nota a máxima de 5 pontos a todos os alunos que fizeram a prova de física.A universidade ainda não decidiu se os novos cursos de Midialogia, Tecnologia em Telecomunicações e Farmácia, autorizados pelo governo estadual, serão implantados este ano. Segundo Tessler, é provável que isso ocorra apenas em 2004 porque a autorização foi divulgada quando o vestibular já estava em curso. Se a universidade decidir implantá-los este ano, será necessário um novo processo seletivo especificamente para os três cursos.Acompanhe a cobertura e a correção da Unicamp

Agencia Estado,

15 de janeiro de 2003 | 18h25

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