Unicamp encerra greve, USP e Unesp seguem com paralisação

Entidades das três universidades realizam ato na Assembleia Legislativa na quinta para influenciar votação da LDO

Bruno Lupion, estadao.com.br

24 Junho 2009 | 10h46

Professores e funcionários da Unicamp decidiram, nesta terça-feira, 23, suspender a greve devido à reabertura das negociações.   Veja também:  Galeria de imagens do confronto na USP  Assista à vídeo sobre o conflito na universidade Mais notícias sobre educação  Blog do Ponto Edu   Os funcionários realizam um ato de encerramento nesta quarta-feira, 24, e retomam as atividades na quinta-feira, 25. Os docentes, que já retornaram ao trabalho, criaram grupos de trabalho para acompanhar a evolução da pauta de reivindicações. A retirada da Polícia Militar do câmpus da USP e os avanços na negociação interna com a Reitoria da Unicamp foram determinantes para a decisão, segundo o sindicato dos funcionários da universidade.   Já os funcionários da Unesp continuam em greve em 60% das unidades, segundo o sindicato, após assembleias realizadas nas nas unidades de Araçatuba, Assis, Ilha Solteira, Bauru, Jaboticabal e Marília. Segundo Alberto de Souza, coordenador do sindicato, as unidades de Franca, Rio Preto e Sorocaba devem tomar suas decisões até quinta-feira, 25. Os professores da universidade também decidiram seguir paralisados.   Na segunda-feira, 22, uma reunião entre representantes de funcionários e professores de USP, Unesp e Unicamp com o Cruesp, o conselho de reitores, terminou sem acordo. Uma nova rodada de negociações está prevista para a próxima segunda-feira, 29.   USP   Representantes dos funcionários da USP se reuniram na terça-feira, 23, com a reitora Sueli Vilela e o vice-reitor Franco Maria Lajolo para discutir a pauta específica da categoria. Para Magno de Carvalho, diretor do sindicato, a reunião trouxe avanços para as negociações.   Entre os pontos acordados, estariam o aumento do auxílio-alimentação de 320 para 400 reais e a criação de um auxílio para quem tem filhos com necessidades especiais, de 420 reais. Segundo Magno, a reitora também se comprometeu a retirar sua proposta do novo plano de carreira, desaprovada pela categoria, e discutir o projeto sugerido pelos trabalhadores.   Os funcionários, porém, seguem paralisados. Os professores da universidade também decidiram na terça-feira manter a greve e farão nova assembleia na próxima terça-feira, 30.   Ato na Assembleia Legislativa   O Fórum das Seis, que reúne professores, funcionários e estudantes das três universidades, realizará um ato nesta quinta-feira, 25, dentro da Assembleia Legislativa do Estado. Diante da expectativa de que os deputados aprovem nesta semana a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2010, os manifestantes pedirão o aumento do porcentual destinado à educação, de 30% para 33% do orçamento, e da parcela do ICMS que financia as universidades, de 9,57% para 11,6%.   Eles também pressionarão pela aprovação de projeto de lei que determina novas regras para a eleição dos reitores e contra a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). "Não somos contra o ensino virtual para quem precisa, como moradores rurais e ribeirinhos, mas não queremos a substituição do ensino presencial pelo à distância", afirmou Magno.

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