Unicamp é única brasileira em ranking de universidades 'jovens'

Instituição, porém, caiu pelo segundo ano consecutivo; escola suíça lidera a lista

O Estado de S. Paulo

29 Abril 2015 | 17h00

Atualizado às 17h33.

SÃO PAULO - A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é a única brasileira no ranking de 100 instituições com menos de 50 anos da revista Times Higher Education (THE), uma das principais referências internacionais na medição de qualidade do ensino superior. A universidade paulista, porém, recuou pelo segundo ano consecutivo: passou de 37ª para 42ª. 

A lista foi divulgada pela THE na tarde desta quarta-feira, 29.Como mede a qualidade apenas de instituições novatas, a Universidade de São Paulo (USP), fundada há 81 anos, não entra no levantamento. 

No topo, ficou a Escola Politécnica Federal de Lausanne, da Suíça. A Austrália é a nação com mais representantes na lista (16), seguida do Reino Unido (15) e da Alemanha (7). Não há outras instituições da América Latina ou dos países considerados emergentes. 

De acordo com a Times Higher Education, o interesse em medir a qualidade de instituições jovens é identificar uma Harvard ou Oxford das próximas gerações. O ranking mede os índices de inovação, o número de citações em revistas científicas e a reputação acadêmica das universidades avaliadas, dentre outros aspectos.

Em nota, a Unicamp disse que considera a mudança de posições de um ano para outro é "natural". Ainda segundo a universidade, a variação "não está diretamente relacionada à questão financeira atual, mesmo porque o resultado do levantamento se baseia em indicadores de 2013, que não revelaram queda nos recursos tanto orçamentários quanto para pesquisa". 

A próxima edição será a última em que a Unicamp poderá aparecer, já que completa 50 anos em 2016. 

Cenário brasileiro. O editor da THE Phil Baty afirmou, em entrevista ao Estado, que o País vive um momento crucial. "Se o Brasil não trabalhar para manter o ganho conquistado por programas expressivos, como o Ciência sem Fronteiras, corre o risco de ser ultrapassado por outras economias emergentes que concentram esforços no ensino superior", avalia. 

Segundo ele, os efeitos da crise orçamentária da Unicamp, se houver, só serão sentidos no ano que vem. Baty defende, porém, "estruturas de gestão mais dinâmicas: para ser uma universidade top, é importante assegurar que os líderes serão livres para comandar e tomar decisões estratégicas, no tempo certo, sem serem incomodados pela burocracia."

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