Unicamp e Fuvest em fase final

Vai começar tudo outra vez. Novas provas, mesmo vestibular. É a hora de enfrentar a segunda fase de Fuvest e Unicamp. Pouco mais de 40 mil estudantes participarão das etapas finais dos mais importantes vestibulares do País ? eles representam menos de 15% do total de inscritos. E são os melhores. Por causa disso, a disputa agora, apesar da menor concorrência numérica, ficou muito mais acirrada. ?Estou treinando bastante a redação, mas todo mundo que presta Direito escreve bem?, conclui a vestibulanda Aline Parra, de 18 anos, que concorre a uma vaga nesse curso da Fuvest. E são também jovens especialistas em história, geografia e português, as três disciplinas que são pedidas na segunda fase. É assim que funciona na Fuvest: dependendo do curso escolhido, os candidatos fazem provas das disciplinas consideradas essenciais pelas unidades onde irão estudar. Normalmente, são também as mesmas matérias que os vestibulandos de cada área têm mais facilidade. ?Agora, a competição é de igual para igual?, diz a coordenadora de geografia do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes. A segunda fase começa domingo e vai até quinta-feira. Na Unicamp, todo mundo fará todas as provas (que vão do dia 12 ao 15), mas a diferenciação é feita pelo peso de cada uma das disciplinas, também de acordo com o curso prestado. ?O candidato não precisa se preocupar se não conseguir responder todas as questões?, diz o coordenador do vestibular da Unicamp, Leandro Tessler. Segundo ele, há perguntas de vários níveis e as mais difícies servem para discriminar os alunos que concorrem aos cursos com maior demanda. ?Como os candidatos são melhores, as questões, na segunda fase, acompanham a evolução deles?, afirma o diretor da Fuvest, Roberto Costa. ?São perguntas aprofundadas e ligadas ao que cada unidade espera do seu futuro aluno.? Ele conta que, neste ano, a maioria das questões continuará sendo apresentada com desdobramentos: pergunta A e pergunta B, sendo que a primeira é mais simples do que a segunda. Nada em branco A professora Vera aconselha os vestibulandos a ler com calma cada questão. E dá uma dica: ?Grifem o que realmente está sendo pedido?. Na Fuvest ou na Unicamp ? ambas terão apenas questões dissertativas nessa fase ?, não se deve deixar respostas em branco. ?Escreva o que sabe, o que se lembra?, diz Vera. ?Agora, o aluno tem mais chance de mostrar o que sabe. Não é tudo ou nada, como numa prova de testes?, completa o diretor do cursinho Etapa, Carlos Eduardo Bindi. O tempo de exame também favorece o vestibulando nesta etapa. Em vez dos três minutos por questão da primeira fase da Fuvest, serão agora 18 minutos. Cada uma das disciplinas terá sempre 10 perguntas. Na Unicamp, serão 12. Outra maneira de tranqüilizar o vestibulando, segundo o diretor do Etapa, é saber reconhecer que já fez muito por chegar à segunda fase. ?Em algumas carreiras, ele desbancou até 90% dos candidatos.? Para o professor, o estudante que está na segunda fase tem motivos de sobra para se sentir confiante. É justamente o que pensa Olavo Viana Cabral Neto, de 17 anos, que se saiu bem na primeira etapa e agora se sente mais seguro. ?Já vi que está dando para brigar por uma vaga e fiquei mais sossegado?, conta o vestibulando, que fez 77 pontos, 18 a mais da nota de corte de sua carreira, Engenharia. Mas uma boa primeira fase não ajuda apenas o lado psicológico do aluno. A nota vale, pelo menos, metade da classificação final na Fuvest. Na Unicamp, também não é diferente. Na hora de calcular quem será aprovado, a primeira fase tem peso duplo. A nota desta etapa será divulgada amanhã no site da instituição (www.convest.unicamp.br).

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