Unicamp começa segunda fase com prova focada no conteúdo

O índice de abstenção registrado, de 11,3%, ficou abaixo do registrado no ano passado

Marina Azaredo, O Estado de S. Paulo

12 Janeiro 2014 | 19h19

 A cobrança pelas obras de leitura obrigatória e a diversidade de conteúdo na prova de matemática marcaram o primeiro dia de exames da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizado ontem em 16 cidades do País. Quase 14 mil candidatos responderam às 12 questões de língua portuguesa e literatura e outros 12 itens de matemática. 

O índice de abstenção registrado, de 11,3%, ficou abaixo do registrado no ano passado (12,2%). Os estudantes estão na disputa pelas 3.460 vagas dos 69 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade Pública de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Este ano, o vestibular recebeu um número recorde de inscrições: 73.818.

“A Unicamp sempre traz uma prova diferente, e isso se manifestou mais uma vez. Em português, as questões cobravam um grande domínio da língua e a capacidade de compreender o tipo de texto que o aluno terá de ler na universidade”, afirma Edmilson Motta, coordenador geral do curso Etapa. Havia sete questões que cobravam as leituras obrigatórias. “Essas eram as mais decisivas em termos de pontuação, pois realmente exigiam a leitura das obras.”

A prova de matemática veio com as questões ordenadas por nível de dificuldade, o que, segundo Motta, facilita para os candidatos. "É uma característica muito positiva, pois é uma prova com difícil controle de tempo. Se uma questão fácil fica para o final, o aluno pode deixar de respondê-la por falta de tempo", diz

No entanto, a avaliação de matemática foi criticada pelo diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo. Segundo ele, muitas questões pediam o “conhecimento pelo conhecimento”. “Foi uma prova muito ‘dentro da caixinha’. Se o candidato foi disciplinado, deve ter respondido à prova sem dificuldades”, diz.

Já na prova de português, de acordo com Tasinafo, o problema foi a falta de criatividade de quem elabora as questões. "Havia questões sobre sete dos nove livros, mas nenhuma comparação entre um livro e outro. Foi uma avaliação muito estanque", pondera. 

A maratona de exames da segunda fase continua hoje, com questões de ciências humanas e artes e a prova de língua inglesa. Amanhã é a vez da prova de ciências da natureza .

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