Uniban interpreta despacho do MEC como liberação dos cursos integrados

Ministério adiou prazo para instituição atender exigências

Luiz Guilherme Gerbelli, Jornal da Tarde

30 Abril 2010 | 10h37

A Universidade Bandeirante (Uniban) interpretou o novo despacho da Secretaria de Ensino Superior do MEC como a liberação dos cursos integrados.

 

“Estamos tranquilos em relação à legalidade dos cursos e aos alunos. Essa publicação (no Diário Oficial da União), certamente, é uma grande oportunidade das coisas ficarem mais claras para todo mundo”, afirmou ontem a assessoria de imprensa da Uniban, informando que essa é a posição oficial da instituição de ensino.

 

Em anúncio publicado no Jornal da Tarde no mês passado, a Uniban ressaltou que os cursos em questão “estão em sintonia com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação nacional e a modalidade de cursos integrados tem embasamento legal”.

 

Sobre as críticas aos cursos integrados, a Uniban garantiu que a LDB concede às instituições liberdade para “criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior”.

 

Segundo a universidade, a modalidade de cursos integrados motiva o aluno a concluir os estudos superiores e também o deixa mais preparado para disputar uma vaga no mercado de trabalho.

 

A Uniban também ressalta que a sua missão institucional é “gerar acessibilidade à educação superior para os estratos sociais emergentes, promover valor agregado em termos de qualificação, estimular a inserção e ascensão social da população e fornecer capital humano para o desenvolvimento socioeconômico sustentado do País”.

 

No primeiro despacho, no qual proibia o curso, o MEC informou que os cursos integrados da Uniban provocavam desvirtuamento das normas de educação superior “no que se referia à oferta dos curso sequências e ao seu aproveitamento para a realização de cursos de graduação e pós-graduação”.

 

Para o ministério, esse sistema trazia prejuízos à formação adequada dos alunos, “em decorrência da sobreposição de conteúdos”. O MEC também via indícios de descumprimento da carga horária nesses cursos.

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