Unesp, PUC e FGV acirram a disputa nos exames de inverno

Mesmo sem os grandes concursos das universidades públicas paulistas - com exceção da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que aparece em versão reduzida -, os vestibulandos não querem perder a chance de estudar em instituições bem conceituadas ainda em 2006. A procura pelo vestibular de inverno na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), por exemplo, surpreendeu a vice-reitora acadêmica Bader Sawaia. Foram 986 inscritos para os quatro cursos em disputa.Realizado pela primeira vez no meio de ano em 2005, antes de estourada a crise financeira em dezembro, a iniciativa do exame teve como objetivo preencher as vagas ociosas que costumam surgir no segundo semestre e atender à reforma curricular que permite aos cursos semestrais serem mais flexíveis. ?São motivos financeiros e acadêmicos?, justifica a vice-reitora. ?A idéia é ampliar o número de vagas para o segundo semestre de 2007.?A surpresa foi maior porque os alunos aprovados continuaram estudando neste ano. ?Não teve evasão?, diz Bader. Ela destaca que isso aconteceu mesmo no curso de Relações Internacionais, que para as turmas de meio do ano é vespertino. ?A concorrência é menor, mas o nível da prova é o mesmo?, diz a vestibulanda Luana Garbi dos Santos, de 19 anos, comparando com a seleção no fim do ano. Em junho, foram 12,72 candidatos por vaga, enquanto no exame de dezembro, para o período matutino, a relação foi de 16,94 (e 10,56 para o noturno). Esse é o segundo ano em que Luana, aluna do Etapa, faz cursinho. ?Espero que venha o resultado no meio do ano.?Buscando a qualidade do ensino da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o vestibulando André Wetter, de 19 anos, que faz o preparatório para a FGV no CPV Vestibulares, irá prestar Administração de Empresas. ?Você acaba tendo duas chances em um ano e não uma só?, aposta. Pesquisando sobre as faculdades, André reforçou seu interesse pela tradicional instituição, mas também direcionou suas fichas no Ibmec, que teve início em 1999 e se tornou uma opção para os vestibulandos dessa área. ?Caso passe em uma dessas duas, eu pretendo ficar?, garante André.A menor concorrência no vestibular dessa época foi um dos motivos para Ivan Sobone, de 20 anos, prestar o exame. ?Meu objetivo é focar só no meio do ano mesmo?, diz o aluno do Anglo, que também quer Administração. Como prestou no ano passado, ele está confiante que irá se sair bem nos exames da FGV e do Ibmec, já que conhece o estilo das provas.Mas não é bom descuidar do estudo pensando que será mais fácil entrar na faculdade no meio do ano. Nem sempre a competição nesta época é menos acirrada. Na Unesp, o número de cursos disponíveis é bem menor - são 17, comparados às 151 opções da prova de fim de ano -, mas a média de candidato/vaga é quase a mesma. Os 93.948 inscritos que disputaram as 6.174 vagas do vestibular 2006 renderam uma relação de 15,2 candidatos por vaga. Já no exame para selecionar os alunos do segundo semestre de 2005, foram 705 vagas (mesmo número do próximo vestibular) para 10.208 inscritos. Ou seja, foram 14,5 candidatos por vaga.Entrar nessa universidade ainda em 2006 é a meta de André Zamith, de 19 anos. ?É o que eu mais quero.? Ele até vai prestar também vestibular em outras faculdades, mas para carreiras diferentes. O curso que escolheu, o de Biotecnologia, só existe na Unesp.

Agencia Estado,

18 de maio de 2006 | 22h24

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